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Por Dentro do Polo | Inovar é preciso - por Jorge Xavier

Tenho acompanhado inúmeras empresas de segmentos diversos em suas reflexões estratégicas sobre como transformar-se perante a esse novo mundo cada vez mais complexo. Invariavelmente, o assunto evolui para o fomento da inovação como um caminho para desenvolver novas soluções superiores às oferecidas a seus clientes atualmente.

Mas afinal de contas o que é inovação? Inovar é pegar algo que já existe e fazer de forma mais eficiente e eficaz, sendo ela tecnológica ou não. Afinal, nada se cria do absoluto zero, tudo que se faz é uma cópia daquilo que foi criado antes.

Nesse ponto, com frequência, tem emergido uma questão crucial: como desenvolver uma inovação que envolve tecnologia de ponta se meu cliente não está preparado para absorver essa tecnologia?

Essa indagação vem de encontro ao entendimento da realidade no Brasil onde, em algumas regiões, as pessoas sequer têm acesso à internet devido a limitações importantes em nossa infraestrutura.




Eu diria que a resposta a essa questão revela-se no próprio enunciado: oras, se o cliente não tem as condições básicas para absorver uma inovação, sobretudo devido a questões estruturais, ao lançar uma proposta que não se adapte a realidade desse agente você não está criando valor a ele. Simples assim.

Talvez agora você tenha ficado confuso e reflita: A solução, então, é não inovar?

NÃO. DE JEITO NENHUM.

A solução passa por você centrar seu foco no universo do cliente e entender como adaptar àquela inovação a sua realidade. Talvez, você tenha de entregar sua solução de forma fracionada, educando seu cliente gradativamente até gerar as condições para a ruptura.

Outra solução é você avaliar seus diversos perfis de clientes e identificar aqueles que estão mais propensos e preparados a uma abordagem mais disruptiva. São os chamados Early Adopters, algo como “Primeiros a Adotar” em português. Em geral, em uma base de clientes sempre existe uma parcela composta por indivíduos ou empresas que têm mais predisposição a testar o novo seja devido a questões estruturais ou comportamentais.

Uma possível estratégia é você centrar seus esforços nesse público para, a partir da adoção de sua solução inovadora, aprender com essa experiência para amadurecer seu projeto e construir casos de sucesso que terão mais força para influenciar os demais clientes que perceberão, de forma mais tangível, os benefícios de investir em estrutura ou mudarem seu comportamento.

É evidente que esse processo é complexo e não tenho a ambição – ou ingenuidade – de esgotá-lo nessa mensagem. Por outro lado, quero lhe alertar para o risco de você utilizar esses desafios relacionados à realidade de seus clientes como muleta para a não mudança.

Lembre-se: atualmente, é mais arriscado ficar parado do que se mover.

Teste, Experimente, Inove, Aprenda!



    

Jorge Xavier é estudante de Gestão de Negócios

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