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Artigo | Eu finjo ter paciência - por Oscar Mariano

 

Hoje sexta-feira Santa para nós cristãos, celebramos a morte do Nosso Senhor Jesus Cristo. Jesus que apenas pregou o amor ao próximo e se entregou na cruz por cada um de nós, nos mostrou no dia de ontem que aquele que for o menor entre nós, será considerado o maior no Reino de Deus. Na noite de ontem, a Ceia Pascal, o Senhor lavou os pés dos discípulos, fez esse gesto marcante, que era realizado pelos servos, para mostrar que, no Seu Reino, “o último será o primeiro”, e que o cristão deve ter como meta servir e não ser servido. Quem não vive para servir não serve para viver; quem não vive para servir não é feliz, porque a autêntica felicidade o tempo não apaga, as crises não destroem e o vento não leva; ela nasce do serviço ao outro, desinteressadamente.

Em tempos de pandemia, onde vivemos um tempo de provações a mais de um ano, podemos afirmar que são poucos os que estão doando suas vidas aos que mais precisam, e ainda pior, existem aqueles que zombam do sofrimento alheio. Pois, como somos templo e morada do Espírito Santo, podemos afirmar que a cada dia no nosso país, já somos mais de trezentos e vinte e cinco mil mortos pela COVID, são mais trezentos mil crucificados.

Somos considerado o maior país católico do mundo, mas isso fica apenas para dados de institutos de pesquisas, pois se realmente fossemos seguidores do Cristo, teríamos ações bem diferentes as que somos acostumados a vermos nos meios de comunicação. Políticos que roubam descaradamente, mesmo num momento de dificuldade como a que estamos passando, pessoas se passando por profissionais de saúde e aplicando vacinas sem nenhuma credibilidade, ou simplesmente ao não usarmos a máscara corretamente. Nenhum dos exemplos acima, são aceitáveis as pessoas que se dizem cristãs, mas podemos dizer que são pessoas que estão contra o Cristo. Assim, eu me pergunto, onde estamos errando? Será que estamos cegos, ao ponto de não percebermos que com um gesto simples que é o uso da máscara, podemos diminuir os casos e mortes? O pior é que ao vermos as notícias mundiais, nos deparamos com a terceira onde no aumento de casos na Europa, e nos fica mais uma pergunta, será que o Brasil irá aguentar mais uma onda? Será que a culpa na alta dos casos em alguns países, é culpa dos governantes ou culpa da população? Ficam esses questionamentos para nossa reflexão. Pois ao vermos uma pessoa sem máscara, será que fazemos o nosso papel de cidadão consciente, e questionamos e cobramos que se use a máscara de forma correta? Ou apenas seguimos nossas vidas e deixamos para lá... Hoje na celebração da Paixão de Cristo, ao ver Jesus na Cruz, muitos fiéis choraram em memória aos seus parentes e amigos que morreram por causa desse vírus infernal que já matou em todo o mundo mais de dois milhões de pessoas.

Hoje irei pedir licença a Lenine, para parafrasear uma estrofe de uma de suas músicas, onde se diz: “Enquanto todo mundo espera a cura do mal. E a loucura finge que isso tudo é normal, eu finjo ter paciência...” Podemos dizer que a “cura do mal” é a vacina para todos com urgência, e “a loucura” está com àqueles que dizem que o coronavírus não passa de uma gripezinha ou que desmerecem a ciência.




Oscar Mariano

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