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Por Dentro do Polo | A palavra convence, mas o exemplo arrasta - por Jorge Xavier

 A palavra convence, mas o exemplo arrasta, frase muito utilizada no meio militar, mas que se aplica perfeitamente no meio corporativo e pode e deve ser aplicada em todas as área da nossa vida. Uma liderança para ser sólida precisa ser exercida através do exemplo e não apenas de palavras, incentivos e bravatas.


Tenho percebido, de forma clara,  um aumento importante de uma indagação: como liderar em um ambiente tão complexo como o atual?

Faz sentido essa preocupação já que a tendência é que a liderança desempenhe um papel, cada vez mais relevante, em um mundo cuja incerteza só tende a aumentar.

Ao mesmo tempo, recebo indagações similares de vendedores. São profissionais de vendas que têm a mesma preocupação em relação a como conquistar a atenção e confiança de seus clientes, que são impactados atualmente, por um volume infindável de mensagens e pessoas.

É evidente que a reflexão sobre essas questões tem desdobramentos importantes que alcançam diversas dimensões. Existe, no entanto, uma perspectiva que é única e que, sob meu ponto de vista, é a base para qualquer aprofundamento sobre o tema.

Esse ponto de vista foi traduzido de forma assertiva e precisa pelo escritor Ralph Emerson em uma de suas frases mais populares:

“Suas atitudes falam tão alto que eu não consigo ouvir o que você diz”.

O ponto inicial de uma liderança legítima e assertiva é a coerência e consistência de suas atitudes como indivíduo. Essa lógica encontra consonância em seu papel como líder de seus colaboradores ou no seu relacionamento com seus clientes. Na realidade, essa lógica é o fundamento da construção da sua percepção como indivíduo junto a todos os agentes com o qual se relaciona.

Sendo assim, o primeiro passo que você deve refletir em seu exercício de autoconhecimento diz respeito a suas atitudes, seus passos concretos e decisões do dia a dia. Existe um termo em inglês que também traduz de forma muito simples e certeira essa prática: Walk the Talk, algo como, em tradução não literal, “faça aquilo que você fala”.

Parece um conselho simples e até prosaico. Não subestime, no entanto, os desafios que estão por trás dessa definição. Aliás, minha experiência tem demonstrado que é, justamente, nas coisas mais simples que residem nossos maiores desafios pessoais, como bem falou o Apóstolo Paulo no livro de 1 Coríntios 11: 1. Sede meus imitadores, como eu o sou de Cristo.

    

Jorge Xavier é estudante de Gestão de Negócios


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