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Opinião Construtiva | A didática e a prática de ensino: questões contemporâneas em debate – por Mário Disnard

 

Diante das reflexões sobre questões pedagógicas contemporâneas que interpelam a Didática enquanto campo de conhecimento, inquietações fomentadas a partir do debate desenvolvido no contexto.

Nessa direção, os apontamentos desse texto, destacam, a princípio, dois aspectos como delineadores do seu contributo para o avanço do campo da Didática. Provocações como essas objetivam chamar atenção para o valor do Endipe como estratégia social constituída pelos educadores brasileiros para debater, fazer avançar e desenvolver um campo de conhecimento e de investigação, no caso, o campo da Didática.

Estar juntos”, tem siso a força motriz dessa experiência de convergência das lutas e desafios vivenciados pelos profissionais da educação que atuam na formação das novas gerações e, por conseguinte, dos novos profissionais para as mais diversas áreas da sociedade contemporânea. Percurso em que dois aspectos, sobretudo, desvelam seu contributo político para o avanço da Didática: a aderência ao debate provocado à realidade nacional e sua configuração como contexto de formação.

O espaço de diálogo direcionado para o trabalho docente na relação com o cotidiano de suas práticas, junto aos alunos e ao coletivo institucional, às políticas de educação e à sociedade em que estão inseridos. Um espaço de diálogo problematizador dos diferentes interesses que atravessam a prática educativa e por conseguinte, a caminhada dos educadores.

Compreender as teias que se fazem parte entre esses diferentes interesses e as questões pedagógicas deles decorrentes apresenta-se como desafio estruturante. Vale salientar que a interlocução, socialização das práticas e saberes produzidos, análise e prospecção de compreensões e possibilidades de enfrentamento de problemas do ensino, do aprender e da docência, as quais têm assumido importante papel na aprendizagem docente. Importante porque constituída a partir de relações horizontalizadas entre pares e de uma “forma crítica, reflexiva e significativa de desenvolvimento de uma práxis educativa, situada no contexto histórico, social, político, econômico e cultural” da escola e demais instituições de formação, tendo como perspectiva a “emancipação dos sujeitos” que compõem essas comunidades, juntamente com os demais segmentos, setores e integrantes da sociedade.

Finalizando, sob essa ótica, um espaço de diálogo e de formação configurado como comunidade de aprendizagem, pois um ambiente vivido pelo diálogo entre pares, solidário, permeado pela reflexão sobre a práxis educativa e o compartilhamento de experiências entre professores mais jovens e mais experientes a partir de múltiplas situações .de socialização.



Mário Disnard é professor, com graduação em História e Gestão em Recursos Humanos. Possui pós-graduação em Gestão do Capital Intelectual e Coordenação Pedagógica. Foi Articulador da EJA da Prefeitura Municipal de Caruaru. Tem experiência na área de Administração. Foi coordenador do Fórum Estadual de Educação de Jovens e Adultos biênio 2014/2016, Foi vice-presidente dos Conselhos Municipais de Assistência Social e Direitos da Criança e do Adolescente de Caruaru. Participou da Construção do Plano Municipal de Educação de Caruaru. Pesquisador em EJA com publicações Nacionais e Internacionais. Em 2020 lançará o livro com a mesma temática do trabalho apresentado em Portugal pela editora Appris.

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