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Opinião Construtiva | A democracia crítica é durável? - por Mário Disnard



Abrir caminho para as chamadas “utopias reais” não é fácil. Mas isso é absolutamente crucial se quisermos refazer nossas instituições econômicas, políticas e culturais para torna-las lugares de séria transformação crítico-democrática. Para quem tem trabalhado anos e anos para ligar os movimentos na Educação e em torno dela a movimentos sociais mais amplos em prol da igualdade, compreender os limites e possibilidades dessas ligações tem sido fundamental.

Um ponto essencial está no cerne das questões que cercam as relações de projetos educacionais com movimentos e projetos sociais críticos mais amplos. Como seria um sistema educacional democrático? A palavra “sistema” é chave aqui. Examinando uma escola específica que, mesmo com suas contradições em termos de raça e classe, levava a sério a questão da democracia. Mas como seria todo um sistema escolar? Seria isso possível?

Um lugar vem à mente de imediato, um lugar em que essa questão foi respondida com transformações reais: o sistema municipal de educação. Se examina as mudanças estruturais que tiveram lugar no ensino municipal o desenvolvimento das práticas crítico-democráticas do orçamento participativo e da escola cidadã.

De fato, a política no Brasil tem-se caracterizado historicamente pelo patrimonialismo e o clientelismo. Para ter investimentos em suas comunidades, as associações de moradores têm que achar um vereador ou deputado que possa propor ao governo municipal o investimento. naquela área. Há todo tipo de arranjo “clientelista” que troca por votos o apoio às causas comunitárias.

Para finalizar, talvez uma das lições mais importantes é que o Estado é absolutamente necessário para institucionalizar as mudanças e proteger as pessoas de uma agenda federal e internacional de neoliberalismo.




Mário Disnard é professor, com graduação em História e Gestão em Recursos Humanos. Possui pós-graduação em Gestão do Capital Intelectual e Coordenação Pedagógica. Foi Articulador da EJA da Prefeitura Municipal de Caruaru. Tem experiência na área de Administração. Foi coordenador do Fórum Estadual de Educação de Jovens e Adultos biênio 2014/2016, Foi vice-presidente dos Conselhos Municipais de Assistência Social e Direitos da Criança e do Adolescente de Caruaru. Participou da Construção do Plano Municipal de Educação de Caruaru. Pesquisador em EJA com publicações Nacionais e Internacionais. Em 2020 lançará o livro com a mesma temática do trabalho apresentado em Portugal pela editora Appris.

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