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Em carta aberta, evangélicos solicitam extensão de tempo para cultos

 Um grupo de pastores e líderes evangélicos de Caruaru e região assinou uma carta aberta referente às restrições mais rígidas implementadas pelo Governo do Estado a 63 municípios pernambucanos. No documento, redigido na sexta-feira (26), os religiosos se solidarizam com as vítimas da covid-19 e ressaltam a importância das entidades religiosas no apoio e orientação espiritual à população.


Com o argumento de viabilizar uma melhor prestação de serviços, “inclusive dividindo os grupos de fiéis nas reuniões, como uma forma de evitar aglomerações, respeitando as regras sanitárias”, na carta há a solicitação de uma reavaliação para estender o funcionamento das entidades até as 21h, durante o período disposto no decreto.



Segundo um dos signatários da carta, pastor Eduardo Freire, a intenção é atender a uma maior quantidade de pessoas. “Caso seja atendida, a proposta viabilizará que as entidades organizem turnos de reuniões, respeitando as normas de higienização e distanciamento, a fim de que as pessoas possam exercer sua liberdade religiosa nos locais de culto”, observa, salientando que as decisões públicas devem ser tomadas a partir da premissa do diálogo. Líder da Igreja Com Propósitos, Freire integra um núcleo de pastores que se reúne regularmente para debater a ação eclesiástica na cidade.


O documento conta com subscrição de líderes como Etervaldo Silva (Igreja Batista Escolhidos de Deus); Wellington Soares (Igreja Pentecostal Assembleia de Deus); Saulo Santos de Araújo (Cimadepe); Alexandre Souza (Casa do Pai); Erailson Rufino dos Santos (Assembleia de Deus O Cordeiro é a Lâmpada); Marcos Maurício da Silva (Igreja do Evangelho de Cristo); Luciana Barbosa (Assembleia de Deus Restaurando Vidas com a Palavra), Antônia Maria da Silva (Assembleia de Deus Fonte de Poder), Jonanthan Manoel da Silva (Águas do Trono), Ary Queiroz Vieira Júnior (1ª Igreja Congregacional), Daniel Tenório Siqueira (Igreja Vale da Bênção – Cupira), Francisco de Assis Diodato ( Igreja Vale da Bênção – Agamenon), Robson da Silva (Igreja Vale da Benção), Ismael Ornilo (Presidente da Aliança das Igrejas Congregacionais do Brasil), Alexandre Gomes (Casa do Pai), Joab Carlos Saraiva de Lira (Assembleia de Deus – Vitória em Cristo), Nicácio Moura (Igreja Vale da Bênção Central), Valdenez Francisco da Silva (Igreja Vida Nova), Adriano Batista Teixeira (1ªIgreja Congregacional Vale da Benção). Outras lideranças ainda podem se integrar ao movimento, entrando em contato através do telefone (81) 9.9601-0910.

Confira a íntegra do texto:


Carta aberta de entidades evangélicas de Caruaru


“Nós, pastores e líderes evangélicos de Caruaru e região, vimos por intermédio desta apresentar alguns pontos referentes à atual situação de 63 municípios do interior de Pernambuco, em que as cidades integradas nas Gerências Regionais de Saúde de Limoeiro e Caruaru, no Agreste, e de Ouricuri, no Sertão, sofrerão restrições mais intensas de 26 de fevereiro até 10 de março de 2021.


Em primeiro lugar, queremos expressar nossa solidariedade às famílias de milhares de vítimas da covid-19. Seguindo a orientação bíblica de chorar com os que choram (Rm 12:15), deixamos clara nossa empatia diante das perdas familiares, bem como nossa preocupação com o aumento dos casos da enfermidade na região.


Diante de tantas dificuldades, as entidades evangélicas de Caruaru prestam serviços de extrema importância, oferecendo cuidado e assistência espiritual às pessoas que tanto necessitam de conforto, consolo e orientação sobretudo em momentos difíceis.


Assim sendo, nós solicitamos uma reavaliação do Decreto, no tocante à extensão da permissão no horário de funcionamento das entidades evangélicas até as 21h. Desta feita, viabilizando uma melhor prestação dos serviços espirituais e religiosos, inclusive dividindo os grupos de fiéis nas reuniões, como uma forma de evitar aglomerações, respeitando as regras sanitárias.


Finalmente, queremos recordar que, como evangélicos, fundamentamo-nos em valores da Reforma Protestante, entre os quais a separação entre a Igreja e o Estado, crendo que é dever deste manter a paz e viabilizar a ação daquela, que coopera com toda a sociedade ao proclamar e encarnar a mensagem de fé e esperança ensinada por Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.


Que assim seja e que o Espírito de Paz e Temperança esteja entre nós.”

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