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Opinião Construtiva | O ser e a condição da criança na escola - por Mário Disnard

Nos últimos meses, no que diz à respeito do tempo pedagógico, a escola, além do período regular, disponibiliza, como opção, a frequência em período integral. O integral engloba meio período de ensino regular e meio remoto, em que a criança participa de atividades das disciplinas. Vale salientar que algumas regiões totalmente remota. Dessa forma, em meio período as crianças frequentam a escola regular e no outro período, que é opcional, desenvolvem atividades que a escola oferece com fins de complementar a formação.

Nessa perspectiva de educar as crianças para o desenvolvimento das potencialidades, tem-lhes garantido o contato com as várias linguagens.

Na percepção em minhas incursões no cotidiano da escola que, convivendo com a contradição de não ser uma escola pública e aberta a todos., ela desenvolve uma proposta com clareza de projeto educativo e social. Assim a perspectiva crítica, humanista e democrática embasa as relações pedagógicas e expressa a existência de um projeto claro de educação, projeto que a faz ser reconhecida como uma escola alternativa, uma vez que escapa do papel de mera formação para qualificação profissional.

A condição estrutural aliada a concepção pedagógica que embasa as práticas educativas da escola e , nela, garante condições para as crianças vivenciarem plenamente o brincar. A brincadeira é um dos pilares do trabalho com as crianças, sendo vista como a forma pela qual as crianças elaboram e se apropriam do mundo à sua volta.

A aposta do brincar e nas interações das crianças entre si é acompanhada também de um modo de travar as relações pedagógicas com as crianças que busca o diálogo, a participação destas nas decisões do cotidiano: aposta em suas capacidades de resolverem conflitos, emitirem opiniões e construírem suas teorias.

Para finalizar, considerando que fora da escola não está garantido o contato com outras crianças, condição fundamental para vivenciar o brincar, a escola acaba sendo um espaço privilegiado para a experiência da infância. Essa importância não se deve somente ao fato de ela propiciar o encontro das crianças com seus pares, mas, sobretudo, possibilitar a manifestação da infância.

Mário Disnard é professor, com graduação em História e Gestão em Recursos Humanos. Possui pós-graduação em Gestão do Capital Intelectual e Coordenação Pedagógica. Foi Articulador da EJA da Prefeitura Municipal de Caruaru. Tem experiência na área de Administração. Foi coordenador do Fórum Estadual de Educação de Jovens e Adultos biênio 2014/2016, Foi vice-presidente dos Conselhos Municipais de Assistência Social e Direitos da Criança e do Adolescente de Caruaru. Participou da Construção do Plano Municipal de Educação de Caruaru. Pesquisador em EJA com publicações Nacionais e Internacionais. Em 2020 lançará o livro com a mesma temática do trabalho apresentado em Portugal pela editora Appris.


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