Pular para o conteúdo principal

Organização cristã e parceiros desenvolvem projeto de agroecologia para gerar renda e transformar comunidade no semiárido - por Phelipe Reis

 Vinte e cinco alunos receberam o diploma de formatura da primeira turma do curso Quintais Agroecológicos da Escola Beta, iniciativa que tem como objetivo promover agricultura familiar adaptada ao semiárido, possibilitar geração de renda e garantir soberania alimentar às famílias da comunidade. O projeto é desenvolvido pelo Instituto Novo Sertão, em parceria com BetaLab e Bora Permaculturar, no município de Betânia do Piauí, no interior do estado do Piauí.


A coordenadora pedagógica do projeto, Karla Fernanda, explica que o baixo índice de IDH do município, a alta porcentagem de pobreza e a pouca produção de alimentos foram alguns dos fatores que impulsionaram a implantação da Escola Beta, para proporcionar aprendizagem de qualidade e empoderamento local.

O curso teve duração de quatro meses, com aulas teóricas e parte prática no quintal modelo da escola. “As técnicas desenvolvidas consistem em práticas agroecológicas contextualizadas com o semiárido brasileiro, com foco em maior economia de água considerando a escassez da mesma na região.”, comenta a coordenadora.

A criação de cabras para regenerar a caatinga foi um dos tópicos estudados pelos alunos da escola. “Diferentemente das ovelhas, que é preciso desmatar para plantar capim, as cabras gostam de viver na mata. Então, a gente planta árvore para que elas comam as folhas das árvores. Assim, produzimos abundância com as cabras e regeneramos a caatinga”, explica o João Lotufo, coordenador técnico da Escola Beta.

A coordenadora Karla Fernanda avalia de forma positiva o início do projeto e fala dos frutos: “Estamos muito felizes com essa experiência. Formamos 25 alunos: homens, mulheres e adolescentes que responderam muito bem a aprendizagem. Criamos uma rede de apoio ao comércio de excedentes produzidos por nossos alunos que depois que implementaram as técnicas aprendidas na escola em seus quintais já testemunhamos mudanças alimentares e renda complementar.”

As sementes do Instituto Novo Sertão foram lançadas em 2012 com ações emergenciais de distribuição de água, doação de roupas e alimentos para pessoas em situação de extrema pobreza na cidade de Betânia do Piauí. Com o passar do tempo, a fim de ir além do atendimento emergencial, amigos e parceiros que tinham em comum o desejo de ver o sertão transformado se uniram e formalizaram o Instituto Novo Sertão. Além da Escola Beta, o instituto desenvolve projetos na área de arte e cultura, educação e esporte e ação social.









Fonte: Ultimato

Comentários


Postagens mais visitadas deste blog

Baixe aqui o livro - Passos para o Reavivamento Pessoal

Clique aqui para baixar a versão PDF.

Artigo | Covid-19 e os rumos da educação brasileira - por Mário Disnard

Acredito que a experiência de 2020 será um marco decisivo na educação, visto que a pandemia do Covid-19 nos apresenta, mais do que nunca, a necessidade de repensar o papel social da educação para além do processo de escolarização. No Brasil medidas emergenciais foram tomadas para garantir o processo educativo, entre elas, o trabalho educacional remoto. No entanto, diante de tantos imprevistos, gestores, professores, estudantes e famílias encontraram-se num momento de muita pressão, com várias dúvidas e incertezas. Diante da atual situação, os limites impostos têm nos apresentado possibilidades inegáveis de transformação, o que nos remete a uma série de questionamentos: há efetivamente uma preocupação com a qualidade social da aprendizagem? O que este período nos informa a respeito de nossos estudantes e de suas famílias com relação as nossas práticas como educadores?   O que faz sentido manter e o que mudar? É possível repensar o papel da escola e da sociedade na formação das novas

Por Dentro do Polo | Pernambuco volta a ser o maior produtor de Jeans do Brasil – por Jorge Xavier

O Brasil produziu 341 milhões de peças jeans em 2019. Desse total, o polo produtivo de Pernambuco sustentou 17% do volume. Com algo em torno de 60 milhões de peças no ano, o estado é o maior polo de jeans do país, segundo o iemi - Inteligência de Mercado. Ultrapassou, assim, regiões como norte do Paraná e Santa Catarina. São Paulo é o maior centro comercial, mas, não de produção.Em Pernambuco, a produção está concentrada sobretudo entre Toritama e Caruaru. O valor da produção de peças jeans está estimado em R$ 14,4 bilhões, que corresponde a 9,5% do total nacional da produção textil no ano passado, apontou Marcelo Prado, diretor do leme, que participou de webinar da Santista sobre o futuro do consumo com a covid19. Já o varejo de jeans movimentou R$ 25,3 bilhões, disse Prado. A receita corresponde a 11% do consumo nacional de vestuário, calculado pelo lemi em R$ 231,3 bilhões, com a venda de 6,3 bilhões de peças. Em sua apresentação, Prado mostrou a evolução do mercado nacio