Pular para o conteúdo principal

Opinião Construtiva | O diálogo como necessidade humana – por Mário Disnard

O reconhecimento do homem como sujeito de sua realidade pode torna-se possível, mediante uma metodologia problematizadora, construindo possibilidades de reflexão e ação sobre essa realidade. Dialogar as necessidades e urgências do outro se torna necessário ao trabalho docente como também na vida, pois, dentro do âmbito educacional desse segmento, emergem particularidades que caracterizam seus participantes. Nessa construção de relações, entendemos ser a linguagem a primeira instituição cultural do ser humano, é por meio dela que as relações passam a fazer sentido.

Diante do campo conceitual abrangente, no qual se compõe a dialogicidade da educação, não podemos deixar de enfatizar a importância da constituição da linguagem dentro da formação do ser humano, à medida que essa abarca diferentes manifestações facilitadoras, na construção de variantes instrumentos de comunicação.

Essa linguagem procura ser vista como local de relações sociais, não apenas como a “representação do pensamento”, tampouco como “instrumento de comunicação”, mas como uma linguagem que constitui os homens e constitui a ação entre os esses, por meio do trabalho coletivo.

Observar aspectos constituidores de uma prática dialógica, em diretrizes, traz a necessidade da compreensão do verdadeiro sentido do diálogo, ao qual nos remetemos. Esse sentido procura considerar o diálogo, não apenas enquanto situação de oposição ao monólogo, mas como uma “travessia” de algo por meio da palavra.

Finalizando amor, humildade, fé, confiança elementos norteadores do diálogo libertador.


Mário Disnard é professor, com graduação em História e Gestão em Recursos Humanos. Possui pós-graduação em Gestão do Capital Intelectual e Coordenação Pedagógica. Foi Articulador da EJA da Prefeitura Municipal de Caruaru. Tem experiência na área de Administração. Foi coordenador do Fórum Estadual de Educação de Jovens e Adultos biênio 2014/2016, Foi vice-presidente dos Conselhos Municipais de Assistência Social e Direitos da Criança e do Adolescente de Caruaru. Participou da Construção do Plano Municipal de Educação de Caruaru. Pesquisador em EJA com publicações Nacionais e Internacionais. Em 2020 lançará o livro com a mesma temática do trabalho apresentado em Portugal pela editora Appris.

Comentários


Postagens mais visitadas deste blog

Baixe aqui o livro - Passos para o Reavivamento Pessoal

Clique aqui para baixar a versão PDF.

Artigo | Covid-19 e os rumos da educação brasileira - por Mário Disnard

Acredito que a experiência de 2020 será um marco decisivo na educação, visto que a pandemia do Covid-19 nos apresenta, mais do que nunca, a necessidade de repensar o papel social da educação para além do processo de escolarização. No Brasil medidas emergenciais foram tomadas para garantir o processo educativo, entre elas, o trabalho educacional remoto. No entanto, diante de tantos imprevistos, gestores, professores, estudantes e famílias encontraram-se num momento de muita pressão, com várias dúvidas e incertezas. Diante da atual situação, os limites impostos têm nos apresentado possibilidades inegáveis de transformação, o que nos remete a uma série de questionamentos: há efetivamente uma preocupação com a qualidade social da aprendizagem? O que este período nos informa a respeito de nossos estudantes e de suas famílias com relação as nossas práticas como educadores?   O que faz sentido manter e o que mudar? É possível repensar o papel da escola e da sociedade na formação das novas

Solidariedade: grupo de voluntários distribui mais de 1.500 refeições em Caruaru

Em tempos de contágio do novo coronavírus, há outro sentimento sendo disseminado em meio à população: a solidariedade. A corrente do bem se espalha e as mãos que ajudam também são ajudadas pelas que recebem. Além da higienização do corpo, que é um dos protocolos das medidas sanitárias contra o covid-19, fazer o bem ao próximo ‘limpa a alma’ daqueles que percebem a condição humana de todos. A pesquisa ‘Tracking the Coronavírus’, realizada pela Ipsos entre 26 e 28 de março, mostrou que o Brasil está no topo do ranking dos países quanto à preocupação com as pessoas mais vulneráveis. 70% dos entrevistados no Brasil afirmaram temer pelos mais debilitados. Neste percentual, estão as missionárias Sabrina Carvalho e Sara Galdino, que moram em Caruaru, no Agreste pernambucano. Em meandros de março, elas iniciaram uma ação que, a princípio, parecia pontual e singela. “Quando as autoridades em saúde começaram a intensificar a necessidade de constante higienização das mãos, ficamos preocup