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Opinião Construtiva | A escolha é sua; já as consequências… - por Mário Disnard

 A decisão em um dilema é sempre individual. Mas as suas consequências podem afetar muitas outras coisas



As florestas nos pertencem ou pertencem ao planeta? As florestas, se destruídas, se quebramos a possibilidade de vínculo, de proteção ambiental, qual será o resultado sobre nós? Será que o poder econômico, isto é, a lucratividade fazer móveis, utilizar para exportação, pegar madeiras nobres que estão aí há centenas de anos, justifica-se porque nós somos livres? Não. Ao contrário, volto de novo á expressão: Quero? Devo? Posso?

Quando nós falamos em poluição da água, a cidade onde vivo, tem esse problema crítico, que também está presente em cidades menores. É uma questão de consciência. Qual é o sentido? Posso eu atirar uma embalagem de garrafa ou uma lata no rio? Posso. Devo? Não, não devo. Quero? Não posso querer. Não posso querer destruir algo que vai trazer uma consequência maléfica, ruim para a nossa capacidade de existência.

Posso eu trazer algum produto que libere um gás que seja negativo, aquilo que antigamente alguns de nós tínhamos em casa, que eram produtos com cloro-flúor-carboneto? Hoje já se discute a não utilização disso. “Ah, não. Mas eu sou livre, eu uso.” E depois se diria até: “Ah, mas eu sou só um. O que custa? Se eu fizer não vai acontecer nada”. |Imagine.

Eu volto a esse argumento por uma razão muito séria. Eu sou só um. E o que faz o copo transbordar? A primeira gota ou a última? São todas as gotas. Qualquer gota que a gente tirar do copo, ele não transbordará. Não é a última gota que faz o copo transbordar. Daí a relação entre a ética e meio ambiente é um tema de cada indivíduo.

A propósito, a decisão a ser tomada quando se tem um dilema ético é sempre no âmbito individual.

Finalizando, princípios que você e eu usamos para responder ao “Quero? Devo? Posso? Insista-se: o que não significa que você e eu não vivamos dilemas. Eles existem, e serão mais tranquilamente ultrapassados quanto mais sólidos forem os princípios que tivermos e a preservação da integridade que a gente desejar. É necessário cuidar da ética para não anestesiarmos a nossa consciência e achar que tudo é normal.


Mário Disnard é professor, com graduação em História e Gestão em Recursos Humanos. Possui pós-graduação em Gestão do Capital Intelectual e Coordenação Pedagógica. Foi Articulador da EJA da Prefeitura Municipal de Caruaru. Tem experiência na área de Administração. Foi coordenador do Fórum Estadual de Educação de Jovens e Adultos biênio 2014/2016, Foi vice-presidente dos Conselhos Municipais de Assistência Social e Direitos da Criança e do Adolescente de Caruaru. Participou da Construção do Plano Municipal de Educação de Caruaru. Pesquisador em EJA com publicações Nacionais e Internacionais. Em 2020 lançará o livro com a mesma temática do trabalho apresentado em Portugal pela editora Appris.




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