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Altos Papos | O prato do presente não pode fazer-nos esquecer da fome do passado – por Davi Geffson

Já percebeu o valor que nos é agregado em anos eleitorais? Pois é! De 4 em 4 anos, ou de 2 em 2, dependendo dos apoios que a esfera municipal estabelece com os de ordem estadual e federal, eles voltam a “lembrar” daqueles que os conduzem ou os mantêm no poder. Lamentável e vergonhoso!


As eleições não foram estabelecidas a fim de que os políticos fossem beneficiados, mas sim, que a população receba este benefício. Contudo, com o passar dos tempos, as concepções reais do “fazer política” se perdeu entre os laços de alianças governamentais que visam o próprio benefício, ou seja, a inversão da ordem de governo, é o povo que precisa agir para que consiga aquilo que o poder público deveria disponibilizar.



Por isso que em anos eleitorais, obras são entregues, investimentos são realizados, parques, pontes, calçamentos, remédios em casa e tantas outras ações passam a ser reais no meio do povo e, infelizmente, ainda existem aqueles que se iludem. O prato do presente não pode fazer-nos esquecer da fome do passado.


Nunca confiei naqueles que só querem o meu voto, entendo que meu valor vai além, quero gente que me veja como gente. Quem me ver como um título jamais receberá o meu voto. Porque não sou um simples papel, sou humano, e gente precisa de gente.


Quem me ver como papel

Não merece meu respeito,

Pois papel não pode ter

O que a gente tem direito,

Não só sirvo pra votar

Eu nasci para lutar

Contra todo desrespeito.



Pense nisso!





Davi Geffson é mercadólogo, professor e presidente da Academia Caruaruense de Literatura de Cordel

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