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Sister Rosetta, a Mãe do Rock – por Jénerson Alves

Durante o programa Cultura e Cidadania (Cidade 99,7FM) deste sábado (11), foi mencionado o nome de Sister Rosetta Tharpe. Praticamente desconhecida por muita gente, ela foi uma cantora, compositora e guitarrista estadunidense que influenciou nomes como Chuck Berry, Elvis Presley, B.B. King e Bob Dylan. Ou seja, ao contrário do que alguns podem pensar, a ‘mãe’ do rock foi uma mulher negra e cristã, que utilizava a música para louvar a Deus e unir as pessoas.

Ela nasceu em Cotton Plant, Arkansas, no dia 20 de março de 1915. Seus pais – Willis Atkins e Katie Bell Nublin – eram apanhadores de algodão. Pouco se sabe acerca do seu pai, mas sabemos que Rosetta recebeu forte influência da mãe, que também cantava e era pastora evangélica.



Na década de 1930, ela tinha um programa gospel de rádio. Conta-se que, ainda criança, Elvis Presley costumava sair correndo da escola para acompanhar o musical de Rosetta. Ela percorria diversas igrejas, participando de cultos e misturando letras religiosas com um ritmo musical singular. Vale lembrar que a primeira vez que a revista americana Billboard empregou o termo ‘rock’n roll’ foi para descrever uma performance dela, em 1942. Nesta mesma época, ela rodava os Estados Unidos tocando em casas de show ao lado de diferentes quartetos gospel (inclusive os Jordanaires, que viriam a ser o back vocal de Presley). Seu talento e sua fé foram instrumentos para enfrentar a segregação racial norte-americana daquela época, trazendo um legado que pode servir de inspiração para os dias atuais.

Sister Rosetta morreu em 1973, após sofrer um derrame. Aos poucos, sua história está se tornando mais conhecida. Em 2007, a escritora Gayle Wald publicou o livro ‘Shout, Sister, Shout!’, narrando a biografia da cantora. A obra serviu de base para o documentário ‘The Godmother of Rock & Roll: Sister Rosetta Tharpe’, produzido por Mick Csaky em 2011. Em 2018, foi integrada ao Hall da Fama do Rock’n Roll, em Cleveland.


Jénerson Alves é jornalista

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