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Nutrição e Saúde | Você conhece os tipos de Alface? - por Jailson Cavalcante

Sem graça para alguns, presença marcante nas refeições de outros, a alface é uma folhinha que pode aparecer no nosso dia a dia em receitas de saladas das mais variadas, em lanches naturais e até em alguns medicamentos fitoterápicos para acalmar os nervos. Mas você sabia que existem diversos tipos de alface? Vamos falar um pouco sobre eles e conhecer melhor seus benefícios e características específicas.
Alface americana

Considerada uma boa opção para deixar os pratos crocantes, a alface americana tem um formato mais arredondado, que se assemelha a um repolho. Suas folhas ficam dispostas em camadas, uma sobre a outra. Por se adaptar melhor a temperaturas altas, esta alface cai bem em sanduíches quentes. Entretanto, a alface americana é considerada uma variedade com baixo valor nutritivo, se comparada a outros tipos de alface.
A alface americana é bastante rica em água, dura mais tempo na geladeira que os outros tipos de alface e costuma ser muito utilizada por redes de fast-food. Além disso, como o próprio nome já diz, ela foi originada na América.

Alface lisa



Trata-se do tipo de alface mais consumido pelos brasileiros, que apresenta folhas lisas, soltas e macias. O miolo da alface lisa, que tem folhas menores, possui um sabor suave, enquanto as suas folhas externas e escuras contêm um gosto mais forte no paladar. A alface lisa é fonte de nutrientes como fibras, fósforo e vitamina C.

Alface roxa



Como o próprio nome já indica, esta variedade de alface apresenta uma coloração levada para o tom do roxo e tem um sabor suave.
As alfaces roxas são dotadas de uma substância conhecida pelo nome de antocianina, que é classificada como um antioxidante. Os antioxidantes são compostos que bloqueiam parte dos danos provocados pelos chamados radicais livres, substâncias que danificam o DNA e que, ao serem acumuladas ao longo do tempo, podem contribuir com o processo de envelhecimento e com o aparecimento de problemas de saúde como doença no coração, câncer e artrite. Ou seja, o consumo regular desse tipo de alface pode a longo prazo somar esforços contra tais doenças e envelhecimento precoce.



Alface crespa

Ela é até parecida com a alface lisa – as suas folhas também são soltas e macias. Entretanto, as diferenças entre esses tipos de alface são curvinhas ou ondinhas nas extremidades da alface crespa. Suas folhas também são compridas e soltas e este tipo costuma aparecer em saladas e sanduíches com carnes e frios.
Considerada uma fonte rica em fibras, nutriente que auxilia a nossa digestão, a alface crespa também possui fósforo e cálcio em sua composição. Também é um dos tipos mais encontrados nos mercados do Brasil e consequentemente, na mesa dos brasileiros.

Alface frisada

Não tão comum de ser achada nos supermercados, esta variedade de alface também é conhecida pelo nome de alface frisée e é fonte de nutrientes como cálcio, fósforo, ferro, vitamina A e vitamina C – todos importantes para o nosso organismo funcionar corretamente.
Essa variedade apresenta folhas mais finas e rígidas, com uma cor que varia do verde ao amarelado e tem um leve amargor em comparação aos outros tipos de alface. Esta alface combina com saladas compostas, feitas com ingredientes como queijo de cabra, molho de mostarda e nozes, e com o sabor adocicado de frutas, que dão o equilíbrio perfeito de sabores.


Alface romana


Normalmente é utilizada refogada pelos italianos, esta variedade também pode ser utilizada no preparo de sopas ou nas tradicionais saladas, como a famosa salada Caesar. É o tipo de alface que apresenta a coloração verde mais escura. As folhas de alface romana são compridas, firmes, possuem sabor intenso e contêm uma textura rugosa e agradável. O teor de fibras encontrado na alface romana torna o alimento um bom suplemento para um trato digestivo limpo. A variedade romana da alface é composta por potássio, vitamina C e vitamina K, outros componentes fundamentais para que o corpo humano funcione corretamente.
Atenção para um detalhe: alface romana não é acelga! A alface romana possui alguns nutrientes a mais que a acelga, além da aparência das folhas mais fibrosas e escuras.
Sempre mantenha esses alimentos presentes em suas refeições, entretanto, o consumo de fibras deve vir acompanhado de uma boa ingestão de água – no mínimo oito copos por dia – para que o nutriente trabalhe efetivamente e não surjam problemas como prisão de ventre e endurecimento das fezes, então não se esqueça de procurar um profissional nutricionista para o acompanhar de maneira individualizada. Pois essas informações são para todos, mas cada corpo funciona como um relógio, cada um a seu tempo. E em tempos de tanta ansiedade, lembre-se: a comida não é sua inimiga.
Jailson Cavalcante é nutricionista

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