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Maternidade salva - por Mylena Macêdo

Na Bíblia está escrita uma linda história sobre o sonho da maternidade. Em 1 Samuel conhecemos o sofrimento de uma mulher chamada Ana. Casada com Eucana, que também tinha Penina como esposa (poligamia fazia parte da cultura deles), Ana era estéril e sua enfermidade era motivo de provocação por parte de Penina, que tinha muitos filhos de Eucana. Certo dia, como de costume, Ana e Eucana foram ao templo oferecer sacrifícios a Deus. 
Quando Ana, em oração, chorou amargamente perante o Senhor, externando sua tristeza por não conseguir ter filhos. Foi então que ela lhe fez uma promessa: "Senhor dos Exércitos, se benignamente atentares para a aflição da tua serva, e de mim te lembrares, e da tua serva te não esqueceres, e lhe deres um filho varão, ao Senhor o darei [...]." 1 Samuel 1: 11. Terminada a oração, Ana já estava com semblante de alegria. A fé daquela mulher foi tão grande que a aflição foi vencida pelo regozijo. Ao chegarem em casa, Eucana coabitou com Ana e o Senhor se lembrou da sua serva. "[...] teve um filho, a que chamou Samuel, pois dizia: Do Senhor o pedi" - 1: 22.

Imagem: Pinterest

A maternidade é uma dádiva divina. Na criação, o Senhor determinou a mulher para carregar esse previlégio. Já vi muitas mães que parecem que não têm ciência de que geraram uma vida em seu ventre. Quanta irresponsabilidade, falta de cuidado dos mais simples como se preocupar com a alimentação da criança, questionar se suas vestimentas suprem o frio ou o calor do corpo, se estão limpas e cheirosas. Criança é ingênua e dependente do adulto. Ela precisa de ajuda desde quando nasce, até se tornar capaz de comer sozinha, tomar banho sozinha, ir comprar o pão sozinha. 

Chesterton foi feliz ao fazer uma comparação clara e explanar com maestria o significado da maternidade: "Como é que ensinar a regra de três para as crianças dos outros pode ser uma grande e ampla profissão e ensinar suas próprias crianças a respeito do universo, uma profissão restrita? Como é que ser o mesmo para todos pode ser grandioso, e ser tudo par alguém, algo limitado? Não pode ser. A função de uma mulher é trabalhosa, mas porque tem uma amplitude colossal e não porque tenha um alcance diminuto.”

Mylena Macêdo é jornalista

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