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Por Dentro do Polo | Onde estão as respostas - por Jorge Xavier

Em tempos de incertezas, o que mais temos visto são gurus da internet e da mídia dizendo o que fazer e o que não fazer, mas na verdade, as respostas ninguém as tem. A única certeza que temos é que, precisamos nos aprofundar em conhecimento, pois este, ninguém nos rouba. Estudando um pouco e pesquisando me deparei com uma passagem do livro “Comunicação não violenta” de Marshall Rosenberg que conta a seguinte história:

Em uma rua, um guarda observa um indivíduo, aparentemente embriagado, agachado procurando algo no chão embaixo de um poste iluminado.
Se aproxima da cena e pergunta:
- O que você está fazendo aqui?
O indivíduo responde:
- Estou procurando as chaves do meu carro.
- Você as perdeu por aqui? – pergunta o guarda
- Não. As perdi no beco.
Percebendo o espanto do seu interlocutor, o homem esclarece:
- É que a luz está muito melhor por aqui.

Essa história é uma excelente analogia para despertar nossa consciência sobre a tendência que temos de procurar as respostas que buscamos dentro de nosso próprio repertório.





A desconexão pela busca da chave em um local onde, certamente, ela não será encontrada, porém é onde existe mais luz, é um alerta, sobretudo, em um ambiente com alta dose de incerteza e imprevisibilidade como o atual. O local, mais iluminado, onde tínhamos todas as respostas, simplesmente, não existe mais.

Você correrá o risco de encontrar soluções velhas para situações novas se insistir em buscar as respostas em espaços de seu domínio que, mais do que serem os ideais, são aqueles onde você está acostumado a navegar.

É necessário a coragem de se aventurar no novo, explorando inéditas possibilidades e perspectivas. É daí que emerge a imperativa necessidade de abertura a diversidade e, sobretudo, da sede pelo conhecimento.

Entender suas imperfeições e fragilidades é o primeiro passo para ter a abertura necessária para se lançar nessa jornada sem perder a dimensão da atuação em alta performance.

Você pode encarar essa nova possibilidade assustadoramente como um fantasma ou como uma oportunidade de se reinventar. Particularmente, recomendo o segundo caminho, porém reconheço que é uma opção pessoal.

Buscando a dimensão do aprendizado de como fica o mundo em um ambiente altamente incerto e instável como o atual. Sem floreios ou respostas prontas. Vamos nos aprofundar nessa escavação.

Pra finalizar trago a lembrança, o homem mais rico da terra (Salomão), que quando indagado pelo próprio Deus, qual seria a sua petição, escolheu pedir sabedoria, pois essa ninguém a arrancaria dele. 2cronicas 1.7-12 (recomendo a leitura).

Fonte: meu sucesso.com/ Sandro Magaldi/ Bíblia Sagrada




Jorge Xavier é estudante de Gestão Comercial

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