Pular para o conteúdo principal

Por Dentro do Polo | A sobrevivência das Confecções - por Jorge Xavier

Olá, espero que você esteja bem! Hoje vamos voltar falar um pouco sobre setor de Confecções, dada a realidade que estamos enfrentando e também por estarmos inseridos no Polo de Confecções do Agreste, o segundo maior produtor de moda do país.



Em um momento mundial em que a prioridade é a aquisição de itens de alimentação, higiene e saúde, fazer parte da indústria da moda constitui grande desafio. De acordo com a Câmara de Comércio Internacional, esta é uma das três áreas que mais sentirão os impactos da queda de vendas durante e pós-pandemia. As outras duas são aviação e turismo. Mas, para além das questões financeiras a moda é uma das indústrias que mais empregam mão de obra no país, o atual momento preconiza uma mudança real do consumo.

“Já podemos perceber que um novo ethos (espécie de síntese dos costumes de um povo) fashion está se forjando e o uso de streaming será uma condição sine qua non para se adaptar à era de recessão pós-coronavírus, que também vai exigir uma diferente percepção e ousadia para construir uma economia de base circular, com outros valores e formas de lidar com a produção, transporte, distribuição e varejo”, analisa a jornalista Valéria Said, professora de Ética e pesquisadora em Moda e Política.

As confecções já se movimentam para repensar os negócios daqui para a frente, novos modelos de negócios precisam ser criados, é verdade que a tecnologia será a grande aliada, nessa retomada, mas não será a única ferramenta. Como já falamos aqui no blog, várias ações precisam ser adotadas, entre elas o apoio governamental em todas as esferas, a desburocratização, a redução da carga tributária e o incentivo a produção local, serão itens fundamentais, para a sobrevivência das Confecções.

Os modelos existentes, não sobreviverão se não se adaptarem a nova realidade, as redes sociais e principalmente a inteligência artificial precisarão fazer parte do dia a dia das Confecções daqui em diante, em virtude da nova realidade do mercado, além da otimização dos processos produtivos e a adequação dos canais de distribuição.

Aqui no Pólo, ainda não enxergamos grandes novidades no setor, o que vemos é que com muita garra as pessoas tem se virado como podem, pois ajuda substancial por parte dos governos, não existe. Apenas alguns tímidos paliatiavos. Enquu isso ficamos na torcida para que os nossos governantes, comecem de verdade a enxergar essa tão importante matriz econômica, que é o nosso mercado têxtil.



Jorge Xavier é estudante de Gestão Comercial

Comentários


Postagens mais visitadas deste blog

Casa dos Pobres São Francisco de Assis precisa de ajuda

Com a pandemia do novo coronavírus, a Casa dos Pobres São Francisco de Assis, em Caruaru-PE, precisa de ajuda. A Casa, que atende a 77 idosos, está seguindo as recomendações das autoridades sobre a contaminação do vírus. Além da preocupação com a doença, já que todos os moradores do lugar fazem parte do grupo de risco, existe outra preocupação: a dos recursos financeiros para manter os trabalhos.

A instituição é privada e sobrevive de doações, mas sem a renda do estacionamento que funciona no local, as receitas da Casa têm diminuído. O estacionamento está fechado ao público desde a sexta-feira (20), de acordo com a orientação de evitar aglomerações e com o objetivo de garantir a segurança e o bem-estar dos moradores.
Entre os itens que a entidade mais necessita no momento, estão as fraldas descartáveis geriátricas. A Casa contabiliza o uso mensal de mais de 5 mil fraldas. O leite é outra necessidade dos moradores, que têm uma dieta em conformidade com a faixa etária.



Como ajudar? As doaç…

Artigo | Covid-19 e os rumos da educação brasileira - por Mário Disnard

Acredito que a experiência de 2020 será um marco decisivo na educação, visto que a pandemia do Covid-19 nos apresenta, mais do que nunca, a necessidade de repensar o papel social da educação para além do processo de escolarização. No Brasil medidas emergenciais foram tomadas para garantir o processo educativo, entre elas, o trabalho educacional remoto. No entanto, diante de tantos imprevistos, gestores, professores, estudantes e famílias encontraram-se num momento de muita pressão, com várias dúvidas e incertezas.

Diante da atual situação, os limites impostos têm nos apresentado possibilidades inegáveis de transformação, o que nos remete a uma série de questionamentos: há efetivamente uma preocupação com a qualidade social da aprendizagem? O que este período nos informa a respeito de nossos estudantes e de suas famílias com relação as nossas práticas como educadores?O que faz sentido manter e o que mudar? É possível repensar o papel da escola e da sociedade na formação das novas geraçõ…

Solidariedade: grupo de voluntários distribui mais de 1.500 refeições em Caruaru

Em tempos de contágio do novo coronavírus, há outro sentimento sendo disseminado em meio à população: a solidariedade. A corrente do bem se espalha e as mãos que ajudam também são ajudadas pelas que recebem. Além da higienização do corpo, que é um dos protocolos das medidas sanitárias contra o covid-19, fazer o bem ao próximo ‘limpa a alma’ daqueles que percebem a condição humana de todos.

A pesquisa ‘Tracking the Coronavírus’, realizada pela Ipsos entre 26 e 28 de março, mostrou que o Brasil está no topo do ranking dos países quanto à preocupação com as pessoas mais vulneráveis. 70% dos entrevistados no Brasil afirmaram temer pelos mais debilitados.
Neste percentual, estão as missionárias Sabrina Carvalho e Sara Galdino, que moram em Caruaru, no Agreste pernambucano. Em meandros de março, elas iniciaram uma ação que, a princípio, parecia pontual e singela. “Quando as autoridades em saúde começaram a intensificar a necessidade de constante higienização das mãos, ficamos preocupadas com…