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Artigo | Em quem depositar a esperança? – por Oscar Mariano


Normalmente quando vemos uma publicização de uma obra/reforma num município, o coração fica feliz e a esperança entra no coração da população. Mas para iniciar uma obra, existem algumas normas e recomendações para mostrar a transparência com a coisa pública. A exemplo das placas, onde nelas temos várias informações como o prazo (início e fim), o valor do investimento, de qual instância vem o valor, o responsável pela obra entre outras. Mas o que chama atenção, não só em Caruaru, mas na grande e quase absoluta maioria das cidades, é que se observarmos os prazos expostos nas placas e a entrega efetivamente da obra/reforma, esses nunca batem! Mas infelizmente isso acontece quase sempre, quando existem nas cidades uma Câmaras Municipais que são verdadeiros “puxadinhos” do executivo. Caso contrário, tanto as obras como outros assuntos críticos das gestões, teriam respostas mais plausíveis à população.




Mas olhando para a realidade que vivemos, Caruaru, temos muitos exemplos que obras que estão fora do prazo de entrega. Um exemplo escancarado e bem atual, que é a construção do Canal dos Mocós, onde a obra teve seu início em 2016 e com o prazo para terminar em 2017. Ora, não precisa ser engenheiro, para saber que uma obra daquele porte, não se faz em um ano. Pois bem, estamos em maio de 2020 e nada de concluir a obra, mesmo tendo um aporte financeiro que ultrapassa os R$ 15.000.000 (QUINZE MILHÕES DE REAIS). E assim, fica a pergunta: quando terminarão essa obra? E podemos levantar outra linha de pensamento: será que iniciaram essa obra, com interesses para conseguir votos? Esperamos que não a utilizem para essa finalidade novamente esse ano, mas o povo precisa ficar de olhos abertos e a memória ligada.

Outra obra que parece estar no mesmo caminho, é a reforma da rua Quinze de Novembro. Iniciada aos 19/04/2019, muito ainda falta ser concluído, e alguns elementos daquela obra, a exemplo da ciclofaixa, simplesmente sumiram do projeto inicial. De início a primeira etapa que deveria ser entregue no mês de agosto de 2019, foi concluída em outubro. A princípio seriam realizados os serviços da retificação da via, drenagem, construção de três pontos de ônibus, pontos para mototaxistas, além de recapeamento asfáltico.

Mas se analisarmos a obra in loco, vamos perceber que os pontos de mototaxistas não existem até hoje, os pontos de ônibus ainda estão no papel, onde os passageiros ficam nas calçadas das lojas, para se abrigar do sol e da chuva. A drenagem está concluída, porém podemos dizer que comprometida, pois com o material deixando de qualquer jeito por cima das galerias, tudo pode ir por água abaixo. Em alguns pontos, o piso novo das calçadas com as últimas chuvas, já apresentaram problemas... Enfim, mais uma obra que se arrasta e que pelo visto, não tem a menor expectativa de terminar, a não ser por estarmos em ano político, tudo pode acontecer, inclusive a prorrogação da entrega da orba.

Outra obra que iniciou em outubro de 2017, e já deveria ter sido concluída, foi a Creche do Alto do Moura. Com a informação na placa para ter seu término em outubro de 2019, ela continua em obras. Ou seja, estamos com um pequeno atraso no cronograma de sete meses. Pois é, as tão faladas creches de 2016, onde foram prometidas 8.000 vagas, que iriam dar uma ajuda as mães, para que pudessem deixar os filhos e irem trabalhar sossegadas. Mas parece que essa promessa, teve o mesmo propósito da obra dos Mocós, conseguir votos.

Pior é que depois de todos esses exemplos narrados, alguns ainda não entendem a descrença do povo com a classe política. O grande problema é que muitos esquecem, inclusive os vereadores; que são considerados os políticos mais próximos do povo, que nas eleições o cidadão ao colocar o dedo no botão CONFIRMA, ele está depositando naquele candidato (a) sua esperança, está entregando nas mãos daquele candidato (a) um cheque em branco. Porém, como diz a nossa Constituição: “o poder emana do povo”, desta forma, o povo que escolha e que dê a resposta nas urnas, em quem depositar suas esperanças.




Oscar Mariano

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