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Artigo | A Antidialogicidade X Dialogicidade no cenário político brasileiro – por Mário Disnard


Temos acompanhado nos últimos dias como esse tema tem refletido no cenário político brasileiro. O presidente Jair Bolsonaro atacando a democracia de forma antidialógica, como também desafiando o resto do tripé (legislativo e judiciário). O grande educador e patrono da educação brasileira Freire fundamenta através da pedagogia da autonomia, uma pedagogia fundamentada na ética, no respeito e na própria autonomia do ser humano, afinal educar exige compromisso, mas também amorosidade, isso para que as ações tomadas estarem realmente abertas as mudanças, e o receptor compreenda sua prática enquanto dimensão social e humana, e é preciso nos atentar a todas as práticas de desumanização.

A reflexão e posterior ação advém da relação entre o homem e o mundo, pelo ser humano nesta relação, ou melhor, atentá-lo para tal relação com a realidade é trazer à tona a condição para transformação de si próprio e para a sociedade, propondo reflexão e consequentemente uma ação reflexiva, através das experiências e de suas concepções para ir ao encontro das situações de debate antidialógico X dialógico.

O fenômeno diálogo advém da palavra, e a palavra nos leva a reflexões acerca de outras duas questões: a ação e reflexão, que mantém uma interação forte e difícil e com sucesso nos leva a uma prática, pela palavra verdadeira que transforma o mundo. A palavra, a pronúncia, ação e reflexão, nos encorajaram ao descobrimento do mundo, ao ver o mundo e conseguimos enxergá-lo. Trabalhar o mundo, pronunciar o mundo e favorecer a capacidade de transformá-lo por uma prática dominante de libertação, pronunciar o mundo e problematizá-lo. Problematizar é tomar consciência dele, mas uma consciência que chamo de viva, que é crítica, autêntica e incentiva a transformação. Portanto, se descobrirem através de uma modalidade de ação cultural, problematizadora de si mesma em seu confronto com o mundo, significa primeiramente, que se descubra como tal, reconheçam sua identidade com toda significação profunda que tem descoberto. 

Uma das falhas, dentre outras qual a liderança comete é de não levar em conta a visão do mundo que o povo tem. Já para a liderança revolucionária, o conhecimento desta lhe é indispensável para sua ação, como síntese cultural.

O que pretende a ação cultural dialógica não pode ser o desaparecimento da dialeticidade, permanência, mudança, mas superar as contradições antagônicas de que resulte a libertação dos homens.





Mário Disnard é professor, com graduação em História e Gestão em Recursos Humanos. Possui pós-graduação em Gestão do Capital Intelectual e Coordenação Pedagógica. Foi Articulador da EJA da Prefeitura Municipal de Caruaru. Tem experiência na área de Administração. Foi coordenador do Fórum Estadual de Educação de Jovens e Adultos biênio 2014/2016, Foi vice-presidente dos Conselhos Municipais de Assistência Social e Direitos da Criança e do Adolescente de Caruaru. Participou da Construção do Plano Municipal de Educação de Caruaru. Pesquisador em EJA com publicações Nacionais e Internacionais. Em 2020 lançará o livro com a mesma temática do trabalho apresentado em Portugal pela editora Appris.

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