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Política em Movimento | Entre a Economia e a Pandemia - por André Santos

O temor com o impacto do coronavírus na economia global derrubou as bolsas e os preços das commodities em todo o mundo na sexta-feira (27). No Brasil, o Ibovespa (que reúne as ações mais negociadas na Bolsa de São Paulo) recuou 3,29%, a maior retração desde 27 de março de 2019. O índice, que havia batido recorde duas vezes na semana anterior, fechou a 114,5 mil pontos. Uma das grandes diferenças desta crise é que o impacto é sequencial: como se fosse um tsunami, o vírus golpeou primeiro a China, depois chegou ao Irã e à Coreia do Sul, e agora abala a Itália e o resto da Europa ocidental, já oficialmente transformada no epicentro da epidemia. “Não há sincronização, e isto, como historiador econômico, é algo nunca vi”, diz Moreno Brid. Esse fator complica a saída. “Pode prolongar sua duração, cria problemas adicionais sobre o comércio e indica que precisamos de coordenação internacional: não há forma de agir isoladamente.” Embora o Covid-19 até agora tenha sido especialmente virulento com as sete grandes potências econômicas mundiais, como aponta Paul Donovan, economista-chefe do banco de investimentos suíço UBS, continuará golpeando “diferentes países, de maneiras diversas e em distintos momentos”.



Em meio a uma onda de aversão ao risco, com os investidores procurando refúgio no dólar, a moeda americana subiu 0,60% e encerrou o dia cotada a R$ 4,2098 – o maior valor desde 2 de dezembro.

Esse números mostram que precisamos retomar a economia mas sem esquecer da pessoas infectadas por essa terrível doença, temos que ter um equilíbrio entre o bem da economia e boa saúde do nosso povo, respostas fáceis e populistas não são o melhor caminho quando de qualquer lado a vida da nossa gente está em curso.


André Santos é pós-graduado em Gestão Pública

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