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Nutrição e Saúde - Fome ou vontade de comer?, Por Jailson Cavalcante

Você já deve ter ouvido falar que fome é diferente de vontade de comer, não é mesmo? E realmente, essas duas sensações são completamente distintas. Conhecer e saber identificar cada uma delas é essencial para se manter firme no habito alimentar saudável, ciente das necessidades do seu organismo e principalmente atingir a sua meta de peso. Identificar o sentido de fome pode parecer simples e fácil, afinal quando ela chega a única saída é comer. Mas um engano comum entre a maioria das pessoas é encarar também como fome, aquele desejo de consumir um ou mais alimentos no meio do dia, durante uma crise de ansiedade, estresse, depressão, ou aquela vontade quase que incontrolável de comer um doce ao passar em frente da confeitaria.


A fome é um sentido diretamente relacionado com as necessidades biológicas do organismo. Quando as reservas de nutrientes e energia estão escassas há uma sequência de efeitos no corpo com o intuito de mandar o "sinal" de que é preciso repor os nutrientes, ou seja, comer.
Os sinais de quem está sentindo fome são na maioria físicos e fáceis de serem identificados, podendo variar de uma pessoa para outra. Entre os mais comuns exemplos destes sinais estão desconfortos ou até mesmo dores no estômago, sons semelhantes a roncos ocasionados por contrações musculares no estômago e ainda, quando a fome é excessiva, tontura, fraqueza e dores de cabeça podem também ocorrer. Para saciar esses sentidos geralmente consumimos qualquer alimento de nossa preferência, com o principal objetivo de repor o suprimento de energia e nutrientes do organismo. Após o consumo dos primeiros alimentos da refeição esses sinais cessam e a saciedade é promovida.

A vontade de comer, também chamada como "fome emocional", por sua vez é uma sensação não relacionada às necessidades biológicas do organismo, e que na maioria das vezes está associada a características emocionais e psicológicas. Frequentemente a vontade de comer se manifesta como o desejo de consumir um alimento ou tipo de alimento em especifico, como chocolate, batata frita, massas ou doces no geral.
Por isso a importância da diferenciação entre fome ou vontade de comer. Pois o desejo por algo específico pode estar ligado a componentes psicológicos, como ansiedade, angústia e/ou ser recorrente em algum horário do dia, como aquela vontade de comer um docinho no final da tarde, por exemplo.
Essa vontade não necessariamente apresenta sinais físicos e o desejo pelo alimento se torna facilmente o principal foco de seus pensamentos durante todo dia. Nenhum outro alimento é capaz de satisfazer à vontade e proporcionar a sensação de prazer e conforto, somente o alimento desejado, bem diferente do que ocorre com a fome em que qualquer alimento quando consumido já proporciona o conforto e a saciedade.
Não é preciso encarar a fome como algo ruim ou mesmo ignorá-la, afinal é uma necessidade do seu corpo que veio à tona, por isso quando a fome chegar realize sua refeição. Monte uma refeição variada, saudável, colorida e saborosa, mastigue bem os alimentos com calma, descanse o garfo no prato entre uma garfada e outra, desfrute o sabor de cada alimento e, sobretudo, fique atento a como o seu corpo responde à refeição. Não é preciso parar de comer somente quando se sentir estufado. Por outro lado, quando a vontade de comer um chocolate não sair da sua cabeça, o melhor é buscar alternativas que desviem a sua atenção, tirando o foco do alimento. Se a vontade de comer persiste mesmo após o consumo do alimento, busque atividades que te distraiam. Leia um livro, assista um bom filme, ouça músicas, ou mesmo pratique uma atividade física.

Não use os alimentos somente como estratégia de proporcionar prazer e satisfação, em especial quando houver problemas emocionais. Lembre-se que todos nós passamos por momentos de ansiedade, frustrações e tristezas em nosso dia a dia, usar os alimentos como remédio para nossos problemas não é a forma de pôr fim a esses sentimentos. Procure identificar o motivo que desencadeou a vontade de comer, desta forma fica mais fácil encontrar alternativas para evitá-lo, diminuindo o risco de ceder à vontade, cometer um excesso alimentar e assim correr o risco de pôr tudo a perder.

A Nutrição tem um papel fundamental nisso, pois regulando os nutrientes ao longo do dia ou até com algumas suplementações específicas, esses desejos tendem a reduzir bastante. Para ajustes individuais, procure um Nutricionista Funcional!



Jailson Cavalcante é nutricionista

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