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Literatura de Cordel perde o poeta Paulo Pereira


Faleceu o poeta Paulo Pereira. Aos 74 anos de idade, ele era membro e um dos fundadores da Academia Caruaruense de Literatura de Cordel (ACLC). O sepultamento será às 16h desta terça-feira 17, no Cemitério São Roque. O velório está acontecendo na Rua Barros Coelho, 45, Bairro Monte do Bom Jesus.

Paulo recitando cordel. Foto: Joyce Lima/Arquivo ACLC



Nota de Pesar
A ACLC emitiu uma nota de pesar pela perda do poeta. Leia o texto na íntegra.

É com pesar que a Academia Caruaruense de Literatura de Cordel (ACLC) recebe a notícia do falecimento do poeta Paulo Pereira. Membro e um dos fundadores da Academia, a obra de Paulo inspirou e continua inspirando novas gerações.

A ACLC lamenta intensamente esta perda e neste momento de dor e saudade transmite os sentimentos aos familiares, amigos e colegas. 





Paulo Pereira nasceu no dia 20 de dezembro de 1945. Teve uma vida difícil, sendo abandonado pelo pai ainda criança. Viveu do ofício de sapateiro, mas destacou-se devido à qualidade do seu trabalho poético. Embora com pouca escolaridade, compôs mais de 500 poemas e canções, que costumava apresentar em escolas e feiras. Também era embolador de coco, tendo entre os seus trabalhos mais conhecidos a ‘Embolada dos Passarinhos’, que apresentava ao lado do cordelista Olegário Filho (veja o vídeo ao término da notícia).


Homenagens
Confira alguns dos registros de saudade realizados através de versos por poetas da Academia de Cordel ao poeta Paulo Pereira:


VAI NA PAZ MENESTREL!!!

Jesus resolveu levar
a alegria da feira
o mundo cordeliano
perdeu mais uma bandeira
os passarinhos voaram
e nos céus eternizaram
o nosso PAULO PEREIRA.
              
Raudênio Lima

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VOA PASSARINHO

O poeta dos passarinhos
Bateu asas e voou,
O nosso Paulo Pareira
Desse mundo viajou,
Foi, assim, fazer cordel,
Ao lado do menestrel,
Jesus Cristo, quem o chamou.

Davi Geffson

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Poeta Paulo Pereira
Na rima, foi um Cancão
Declamando os seus versos
Um sabiá em ação
Poeta dos passarinhos
Agora fará seus ninhos
Lá na Celeste Mansão.

Carlinhos Cordel

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O vate Paulo Pereira
Foi bem mais que um poeta,
Um homem de boa índole,
Uma pessoa correta.
Que amava poesia;
E com muita maestria,
Dos versos foi um pintor,
De rima é sua aquarela,
Mas hoje olhando essa tela;
O preto me causa dor.

Jailton Pereira

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Foi Paulo Pereira um grande poeta
Contou coisas belas no seu versejar
Falou das estrelas, da Lua, do mar
A dos passarinhos era predileta,
No rumo da vida seguiu linha reta
No ramo dos versos, espetacular
E hoje nos deixa pra ir declamar
Ao lado dos mestres e reis do repente
No palco supremo Paulo tá presente
Contando poesia pra Deus escutar.

Jefferson Moisés

========

Quando eu fiquei sabendo
Eu nem quis acreditar
Comecei logo a chorar
Fiquei todo me tremendo
Então eu fui escrevendo
Um rascunho no papel
Adeus, grande Menestrel,
Um poeta de primeira,
Adeus, Paulo Pereira,
O pendrive do cordel.

Pedro Poeta

========

Fui vê-lo fisicamente
Hoje, na vez derradeira
Vi um pouco dele em mim
Poeta, simples, da feira
Vá em paz grande poeta
Meu pendrive não deleta
O nosso Paulo Pereira.

Dorge Tabosa

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Se entristecem os versos
Dos poetas e amigos
O céu sem dúvida, em festa
Alegra-se a estar contigo
Estás junto aos passarinhos
Voaste, deixaste o ninho
Agora vais recitar
E lá em cima, no céu
O pen drive do cordel
Ficará a nos olhar

Karla Maria

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Nosso poeta maior
Partiu para outro mundo.
Deixando em todos nós.
Um sentimento profundo.
Mas o legado que fica
É primeiro sem segundo.

Cilene Santos

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Um grande poeta partiu para sempre
Deixando conosco tristeza demais
Chorar não resolve trazê-lo de volta
E sua presença teremos jamais.
Chamamos de Paulo que é o seu nome
Pereira completa o seu sobrenome
Presença marcante em nossos anais.

Zé Severino

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Paulo Pereira o poeta
Encantou com a poesia
Mostrou muita maestria
Em sua arte predileta
E cumprindo a sua meta
À mulher elogiou
Ao Criador exaltou
Falando dos Seus Caminhos
O vate dos passarinhos
Grande legado deixou.

Roberto Celestino

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Fica esse aperto de mão
Meu e de Paulo Pereira
Guardado no coração
Pra lembrar a vida inteira.

Roberto Celestino.

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Eu também tive o prazer
de abraçar o peça ruim
não sei como vou viver
sem ele junto de mim.

Raudênio Lima

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Poeta Paulo Pereira,
De verve rústica, mas terna,
Uma enciclopédia eterna
Dos versos que vêm da feira.
Hoje subiu a ladeira
Que chega à mansão do arcanjo,
Nos deixou um último arranjo,
Uma estrofe, uma legenda...
O vate verteu-se em lenda,
O pássaro tornou-se anjo.


Jénerson Alves



Confira, no link abaixo, uma das apresentações de Paulo Pereira:



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