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Artigo | A política é (como) um livro – por Roberto Celestino

Sinceramente não sou a pessoa mais indicada do mundo para falar de política partidária. (Sempre que eu me referir à política nesse texto, será a esta, a partidária).

Dizem que eu deveria gostar da política, tenho me esforçado, mas pra mim é como tentar gostar de melancia. Enquanto muitos acham (a melancia) atrativa e deliciosa, eu sinto enjoo só de olhar pra ela. Algo muito parecido com a política.

No entanto, como cidadão que sou não dá pra fechar os olhos pra ela, ao contrário, tenho que saber ao menos como funciona, pois querendo ou não, a política reflete direta e indiretamente na vida de todos nós.



Sendo assim, eu vejo a política como um livro, sim, um livro, onde a cada quatro anos um determinado escritor tem a oportunidade de escrever um novo capítulo.
           
Os leitores desse livro elegem um escritor. Este tem a oportunidade de escrever a história de sua cidade (trazendo para o âmbito municipal), de dar continuidade a este livro com um novo capítulo.

Mas muitos se perdem nessa construção. Muitos são analfabetos políticos. Os leitores percebem que a história começa a ficar fraca,  entediante, nada de novo é trazido, a história vai se perdendo e muitos deixam de ler o livro.

Começam a revolver as páginas, parece ser mais interessante ler o passado.

Então se unem para escolher alguém que mude essa história mal construída,  maçante e sem graça.

Esse ano (2020) muitos estão encerrando seus capítulos nos livros de suas respectivas cidade.

Aos leitores cabe reler e analisar o que foi escrito nesse capítulo. Será que o escritor atual merece escrever o próximo capítulo ou passar a pena para alguém do seu grupo de escritores?

Bem, mesmo eu não gostando da política, tenho a obrigação de ler esse livro, pois faço parte do texto ali escrito.

Então leitores, sentem-se um pouco, releiam os últimos capítulos, e escolham a que entregar a pena.

Roberto Celestino é professor de Letras-Língua Portuguesa e poeta cordelista membro da ACLC- Academia Caruaruense de Literatura de Cordel

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