Pular para o conteúdo principal

Altos Papos | Pelos olhos dos outros – por Davi Geffson

Dois ângulos, duas concepções ou múltiplas formas de julgar? O peso do olhar revelará a intenção que se carrega no coração. Já diz o ditado popular: “O que os olhos não veem o coração não sente”, mas o que tem o olhar que possibilita sentir tanto? É incrível como todos os momentos estamos fazendo interpretações de tudo que se move ao nosso redor e nem sempre aquilo que vimos é como é, ou porque não dizer, nem sempre do jeito que vemos é o que realmente corresponde.



Um olhar carregado de maldade jamais conseguirá enxergar virtude naquilo que se vê. É preciso entender que o olhar do outro nem sempre equivale ao que de fato reflete a realidade, pois tudo está, intrinsicamente, ligado ao jeito que se vê as coisas.

Existem momentos que precisamos parar e olhar pelos olhos dos outros. Cada um sabe o que já passou e o que passa, e existem dores que só a própria pessoa conseguirá senti-la, pois explica-la não é possível. Por isso, que a melhor forma de se sentir bem é compreender que o olhar do outro equivale a sua concepção daquilo que se vê, e não, necessariamente, reflete aquilo que você é.

Desse modo, sejamos sensatos ao dar ouvido as palavras traduzidas pelos olhares. O olhar do outro é particularidade do outro, você é muito mais do que os olhos conseguem ver. Portanto, conseguirão ver um coração, mas jamais, o sentimento que está dentro dele. Tem coisas que a gente só consegue sentir, jamais será possível mostrar aos olhos.

Enxergue a sua alma
Com os olhos do coração
Olhe para você mesmo
Lá está com precisão
O que o olhar alheio
Não alcança com a visão



Davi Geffson é professor

Comentários


Postagens mais visitadas deste blog

Baixe aqui o livro - Passos para o Reavivamento Pessoal

Clique aqui para baixar a versão PDF.

Casa dos Pobres São Francisco de Assis precisa de ajuda

Com a pandemia do novo coronavírus, a Casa dos Pobres São Francisco de Assis, em Caruaru-PE, precisa de ajuda. A Casa, que atende a 77 idosos, está seguindo as recomendações das autoridades sobre a contaminação do vírus. Além da preocupação com a doença, já que todos os moradores do lugar fazem parte do grupo de risco, existe outra preocupação: a dos recursos financeiros para manter os trabalhos. A instituição é privada e sobrevive de doações, mas sem a renda do estacionamento que funciona no local, as receitas da Casa têm diminuído. O estacionamento está fechado ao público desde a sexta-feira (20), de acordo com a orientação de evitar aglomerações e com o objetivo de garantir a segurança e o bem-estar dos moradores. Entre os itens que a entidade mais necessita no momento, estão as fraldas descartáveis geriátricas. A Casa contabiliza o uso mensal de mais de 5 mil fraldas. O leite é outra necessidade dos moradores, que têm uma dieta em conformidade com a faixa etária.

Artigo | Covid-19 e os rumos da educação brasileira - por Mário Disnard

Acredito que a experiência de 2020 será um marco decisivo na educação, visto que a pandemia do Covid-19 nos apresenta, mais do que nunca, a necessidade de repensar o papel social da educação para além do processo de escolarização. No Brasil medidas emergenciais foram tomadas para garantir o processo educativo, entre elas, o trabalho educacional remoto. No entanto, diante de tantos imprevistos, gestores, professores, estudantes e famílias encontraram-se num momento de muita pressão, com várias dúvidas e incertezas. Diante da atual situação, os limites impostos têm nos apresentado possibilidades inegáveis de transformação, o que nos remete a uma série de questionamentos: há efetivamente uma preocupação com a qualidade social da aprendizagem? O que este período nos informa a respeito de nossos estudantes e de suas famílias com relação as nossas práticas como educadores?   O que faz sentido manter e o que mudar? É possível repensar o papel da escola e da sociedade na formação das novas