Pular para o conteúdo principal

Por Dentro do Polo | A era da experiência – por Jorge Xavier


Vender só um produto ou serviço já não é mais uma opção. Afinal, opção é o que não falta no mercado e o diferencial está na experiência que o cliente vai ter na compra. Ter o melhor produto ou serviço não vai garantir um lugar de destaque.

Exemplo disso é que muito antes de Steve Jobs ter convencido John Sculley a acompanhá-lo como CEO da Apple, os 2 se reuniram para discutir o poder da experiência no marketing. Em 1984, quando a Appel, agora com Sculley a bordo, como CEO – introduziu o Macintosh em um enigmático comercial do Super Bowl, o anúncio hoje icônico, era uma experiência.

A julgar pelas campanhas recentes da Apple, mesmo 30 anos depois a empresa continua sendo um mestre em vender experiências, em vez de produtos, e um grande exemplo de quem está fazendo história na era da experiência.



Uma das principais características dos tempos modernos é justamente o fato de que não compramos mais produtos e serviços, mas sim experiências. O consumidor, ao invés de adquirir apenas “o que” a empresa produz, está buscando também o “por que” e o “como” a marca produz. Por isso,  o seu objetivo precisa ser, encantar clientes e fazer com que eles divulguem a sua marca.

A era da experiência já está aí e é impossível ignorar o impacto dela na sua marca. Portanto, o ideal é olhar como ela funciona e de que jeito pode ser usada no seu contexto. Além disso, é importante lembrar que ninguém mais compra uma calça jeans, por exemplo, só por causa do jeans, mas porque se identifica com a marca, gosta do atendimento ou do ambiente.


A marca Chilli Beans na sua loja conceito inaugurada na Oscar Freire, em São Paulo, o cliente pode customizar seus óculos. Há inúmeras armações entre as quais ele pode escolher, com formatos, cores e texturas diferentes. Dá até para escrever seu nome na armação. Além disso, na hora de provar um modelo, as pessoas podem tirar foto, postar e pedir ajuda para os amigos na escolha.


Pensando nisso, a loja Picture This Clothing (@picturethisclothing )resolveu fazer a alegria de pais e filhos, fazendo com que os pequeninos tenham os seus trabalhos artísticos valorizados.

A loja utiliza o desenho da criança na criação das peças, valendo-se de seus desenhos coloridos.

O resultado não poderia ser outro: puro encantamento!

Na criação da peça única e exclusiva, a loja solicita uma folha com o molde da roupa escolhida e o desenho a ser impresso no modelito. E eis que se abrem aos pequeninos e aos pais um portal imaginativo onde a roupa sonhada realmente se transforma na roupa a vestir.

Você pode escolher entre 3 peças diferentes e 100% personalizados: pode ser um vestido, uma camiseta ou um chapéu. Qualquer um dos três tem o mesmo procedimento de desenhar e depois imprimir, onde as crianças direcionam o processo criativo.

Usar a criatividade ainda é a melhor forma de atrair clientes, cada vez mais informados e exigentes, talvez o seu negócio não seja tão grande como o da Apple, mas com boas ideias é possível fidelizar o seu cliente oferecendo boas experiências, afinal, produto todo mundo tem.



Jorge Xavier é estudante de Gestão Comercial

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A intolerância dos tolerantes e os confetes carnavalescos - por Amanda Rocha

A quarta-feira passou, mas as cinzas do carnaval deixaram um imensurável prejuízo, não apenas econômico graças aos diversos dias de inatividade industrial e comercial, não somente pelas grandes cifras de dinheiro público usado para distrair a população embalada por ritmos dançantes e letras chicletes ou pornográficas, enquanto hospitais e escolas funcionam em deploráveis condições. Contudo, diria mais, não unicamente pelo elevado índice de acidentes e mortes nas péssimas estradas. Pensando bem, qual o intuito em citar o elevado número de contágio de doenças sexualmente transmissíveis em relações desprotegidas durante esse período? De igual modo não se faz necessário referenciar a elevada despesa que o Sistema Único de Saúde terá por consequência do carnaval; tão pouco se faz cogente contabilizar o número de criminalidade que se eleva nesse período – assaltos, homicídios, latrocínios, tráfico; os casos de divórcios, de gravidez indesejada - que em parte culminará em abortos realizados …

Regime Militar e Movimentos Sociais, quem é o mocinho e quem é o vilão? - por Amanda Rocha

Desde a década de 70 o Brasil tem-se acrescido em números de movimentos sociais e sindicatos, suas origens datam em anos anteriores, mas sua efervescência dá-se no período de Regime Militar. Eivados da necessidade de luta de classes, esses movimentos disseminam que nasceram para combater o regime ditatorial vigente nas décadas de 60 e 70 no país, mas disfarçam o cerne de suas bases ideológicas, cuja finalidade é a imposição da ditadura do proletariado. Nascida na mente insana e nefasta de Karl Marx, essas utópicas soluções para o fim das desigualdades sociais e econômicas concretizaram-se em diversos países, e por onde passaram promoveram unicamente a igualdade da miséria. Dentre as tantas falácias que divulgam, mentem sobre a ordem dos fatos, uma vez que os movimentos não surgiram com o intuito de lutar pela democracia e findar o Regime Militar, há nessa afirmativa uma completa inversão, visto que o Regime Militar foi conclamado pela população e aprovado pelo Congresso, nessa época, …

Se o sol não brilhar, aproveite a sombra do dia nublado - por Davi Geffson

Já percebeu o quanto costumamos a reclamar? Se faz sol a gente reclama, se chove reclamamos do mesmo modo, na verdade, somos serescom anseios e desejos, mas precisamos entender que nada gira em torno de nós. É um conjunto, são vários humanos com os seus devaneios de “ser”. Achar que tudo gira em torno de nós, e por isso, deve ser do nosso jeito, é o mesmo que caminhar em uma esteira, você perderá peso, irá suar, vai se cansar, entretanto, continuará no mesmo lugar.


Tudo pode ser mais simples se ao invés de reclamarmos, impulsionarmos o sentido do “procure o que há de melhor”, em tudo iremos encontrar o lado positivo e o negativo, se assim não fosse, que chato seria. Não queremos nem muito, nem pouco, queremos balanceado, com equilíbrio, isso é o que mescla a nossa vida. Uma comida com muito sal é péssima, com pouco também, agora quando se coloca a quantidade ideal, huuuum, que delícia. Assim é a vida, nem tanto, nem pouco, mas o suficiente.
Diariamente, Deus nos concede o dia que nos fa…