Pular para o conteúdo principal

Artigo | Qual futuro fazemos agora? – por Oscar Mariano

Já dizia o poeta e radialista Lídio Cavalcanti, em uma das suas músicas mais famosas sobre o país de Caruaru “Foi Caruru, foi Caruara, foi Caruru e hoje é Caruaru” apesar de décadas ecoando nas rádios da nossa cidade, a mensagem parece não ter chegado a todos os ouvidos.

Caruru está bonita, arborizada e bem cuidada. E não, não errei o nome da nossa querida Princesa do Agreste, a Caruru que me refiro é a Caruru do centro, é a Caruru das novas praças e espaços de lazer que foram construídos a peso de inconstitucionalidades e acordões na Câmara. E faço-lhes a pergunta: E Caruaru?

Caruaru, que pega não só o centro, mas toda a periferia que contorna a cidade, está esquecida. Desafio você a ir em qualquer bairro da periferia de nossa amada cidade e encontrar locais bem cuidados pela atual administração. Bairros sem posto de saúde, sem creche, sem ao menos uma praça pública para o divertimento de nossas crianças. Mas se você observar o Diário Oficial do Município de 12 de novembro de 2019, verá que existe uma empresa contratada ao preço de R$ 1.179.733,50 (HUM MILHÃO CENTO E SETENTA NOVE MIL SETECENTOS E TRINTA E TRÊS REAIS E CINQUENTA CENTAVOS), só para conservação e manutenção de praças, parques e canteiros, mas pelo jeito, essa manutenção fica apenas na Agamenon Magalhães. É uma realidade dura de ser mostrada, tão dura, que a atual gestão no ano de 2020 gastará mais de sete milhões de reais com marketing e propaganda política.

Aproveito para fazer outra indagação. O lema da atual gestão que é repassado diariamente em propagandas pagas com o meu, o seu, o nosso dinheiro é “O futuro a gente faz agora” a pergunta que fica é: que futuro estão fazendo agora ? Será que o futuro que aguarda Caruaru é a continuação de uma educação onde tetos de escolas caem nas professoras? Onde falta luz, merenda e água na rede de ensino? Um futuro onde a periferia se torna uma zona excluída? O futuro não se faz com milhares de placas e centenas de outdoor’s explanados pela cidade, se faz pensando nas PESSOAS.

Fica o questionamento, e a certeza de que a atual gestão não poderia ter escolhido lema melhor. Realmente, prefeita de Caruru, o futuro a gente faz agora, mas se esse futuro é bom ou ruim para a população de Caruaru, é uma coisa que depende da sua gestão.



Oscar Mariano é pós-graduando em Ciência Política

Comentários


Postagens mais visitadas deste blog

Baixe aqui o livro - Passos para o Reavivamento Pessoal

Clique aqui para baixar a versão PDF.

Artigo | Covid-19 e os rumos da educação brasileira - por Mário Disnard

Acredito que a experiência de 2020 será um marco decisivo na educação, visto que a pandemia do Covid-19 nos apresenta, mais do que nunca, a necessidade de repensar o papel social da educação para além do processo de escolarização. No Brasil medidas emergenciais foram tomadas para garantir o processo educativo, entre elas, o trabalho educacional remoto. No entanto, diante de tantos imprevistos, gestores, professores, estudantes e famílias encontraram-se num momento de muita pressão, com várias dúvidas e incertezas. Diante da atual situação, os limites impostos têm nos apresentado possibilidades inegáveis de transformação, o que nos remete a uma série de questionamentos: há efetivamente uma preocupação com a qualidade social da aprendizagem? O que este período nos informa a respeito de nossos estudantes e de suas famílias com relação as nossas práticas como educadores?   O que faz sentido manter e o que mudar? É possível repensar o papel da escola e da sociedade na formação das novas

Por Dentro do Polo | Pernambuco volta a ser o maior produtor de Jeans do Brasil – por Jorge Xavier

O Brasil produziu 341 milhões de peças jeans em 2019. Desse total, o polo produtivo de Pernambuco sustentou 17% do volume. Com algo em torno de 60 milhões de peças no ano, o estado é o maior polo de jeans do país, segundo o iemi - Inteligência de Mercado. Ultrapassou, assim, regiões como norte do Paraná e Santa Catarina. São Paulo é o maior centro comercial, mas, não de produção.Em Pernambuco, a produção está concentrada sobretudo entre Toritama e Caruaru. O valor da produção de peças jeans está estimado em R$ 14,4 bilhões, que corresponde a 9,5% do total nacional da produção textil no ano passado, apontou Marcelo Prado, diretor do leme, que participou de webinar da Santista sobre o futuro do consumo com a covid19. Já o varejo de jeans movimentou R$ 25,3 bilhões, disse Prado. A receita corresponde a 11% do consumo nacional de vestuário, calculado pelo lemi em R$ 231,3 bilhões, com a venda de 6,3 bilhões de peças. Em sua apresentação, Prado mostrou a evolução do mercado nacio