Pular para o conteúdo principal

Artigo: Mais um partido - por Oscar Mariano

Na semana em que se discute no Congresso se o fundo eleitoral será de 1,8 Bilhões (última eleição), 2 bi (desejo do governo) ou 3,8 bi (desejo dos principais partidos), o Brasil ganha mais uma agremiação partidária, trata-se da Unidade Popular – UP. 
A 33º sigla a ganhar registro no Tribunal Superior Eleitoral conseguiu recolher mais de 500 mil assinaturas divididas em nove estados diferentes, ação necessária para ter o direito de registro e disputar as eleições de 2020. Portanto, surge para o eleitor brasileiro a opção de votar em um partido ideologicamente voltado à esquerda no campo político e que defende ideais socialistas. 
Por lei, o novo partido só terá direito a “apenas” 2% do fundo eleitoral, pois não tem representante na Câmara nem no Senado Federal. 
O simples fato de ter seu registro no TSE já faz com que qualquer partido político tenha direito ao fundo, e o “negócio” político fica mais evidente, quando percebemos que existem mais setenta e cinco partidos se preparando para ter o registro, inclusive o novo partido do presidente Jair Bolsonaro. 
Deixo ao leitor o questionamento, o que faz o Brasil ter essa pluralidade partidária tão vasta? Será que entre os 32 partidos existentes até semana passada, nenhum deles apresenta uma pauta socialista? Será que o desgaste político da sociedade está influenciando a criação de novas siglas? 
Precisamos de mais diálogo, seja com a população ou seja entre a própria classe política. Os últimos anos foram de polarização política e isso é extremamente nocivo a nossa democracia, o Brasil precisa sair dessa briga pastoril entre azul e vermelho. O nosso País merece mais respeito, o povo brasileiro merece mais respeito e principalmente dignidade, os políticos e seus “adoradores” deveriam sair de suas “bolhas” e entender do que realmente o povo está precisando, mais educação, saúde, segurança e emprego, em vez de mais par-ti-dos.



Oscar Mariano
Pós-graduando em Ciência Política

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A intolerância dos tolerantes e os confetes carnavalescos - por Amanda Rocha

A quarta-feira passou, mas as cinzas do carnaval deixaram um imensurável prejuízo, não apenas econômico graças aos diversos dias de inatividade industrial e comercial, não somente pelas grandes cifras de dinheiro público usado para distrair a população embalada por ritmos dançantes e letras chicletes ou pornográficas, enquanto hospitais e escolas funcionam em deploráveis condições. Contudo, diria mais, não unicamente pelo elevado índice de acidentes e mortes nas péssimas estradas. Pensando bem, qual o intuito em citar o elevado número de contágio de doenças sexualmente transmissíveis em relações desprotegidas durante esse período? De igual modo não se faz necessário referenciar a elevada despesa que o Sistema Único de Saúde terá por consequência do carnaval; tão pouco se faz cogente contabilizar o número de criminalidade que se eleva nesse período – assaltos, homicídios, latrocínios, tráfico; os casos de divórcios, de gravidez indesejada - que em parte culminará em abortos realizados …

Regime Militar e Movimentos Sociais, quem é o mocinho e quem é o vilão? - por Amanda Rocha

Desde a década de 70 o Brasil tem-se acrescido em números de movimentos sociais e sindicatos, suas origens datam em anos anteriores, mas sua efervescência dá-se no período de Regime Militar. Eivados da necessidade de luta de classes, esses movimentos disseminam que nasceram para combater o regime ditatorial vigente nas décadas de 60 e 70 no país, mas disfarçam o cerne de suas bases ideológicas, cuja finalidade é a imposição da ditadura do proletariado. Nascida na mente insana e nefasta de Karl Marx, essas utópicas soluções para o fim das desigualdades sociais e econômicas concretizaram-se em diversos países, e por onde passaram promoveram unicamente a igualdade da miséria. Dentre as tantas falácias que divulgam, mentem sobre a ordem dos fatos, uma vez que os movimentos não surgiram com o intuito de lutar pela democracia e findar o Regime Militar, há nessa afirmativa uma completa inversão, visto que o Regime Militar foi conclamado pela população e aprovado pelo Congresso, nessa época, …

Se o sol não brilhar, aproveite a sombra do dia nublado - por Davi Geffson

Já percebeu o quanto costumamos a reclamar? Se faz sol a gente reclama, se chove reclamamos do mesmo modo, na verdade, somos serescom anseios e desejos, mas precisamos entender que nada gira em torno de nós. É um conjunto, são vários humanos com os seus devaneios de “ser”. Achar que tudo gira em torno de nós, e por isso, deve ser do nosso jeito, é o mesmo que caminhar em uma esteira, você perderá peso, irá suar, vai se cansar, entretanto, continuará no mesmo lugar.


Tudo pode ser mais simples se ao invés de reclamarmos, impulsionarmos o sentido do “procure o que há de melhor”, em tudo iremos encontrar o lado positivo e o negativo, se assim não fosse, que chato seria. Não queremos nem muito, nem pouco, queremos balanceado, com equilíbrio, isso é o que mescla a nossa vida. Uma comida com muito sal é péssima, com pouco também, agora quando se coloca a quantidade ideal, huuuum, que delícia. Assim é a vida, nem tanto, nem pouco, mas o suficiente.
Diariamente, Deus nos concede o dia que nos fa…