Pular para o conteúdo principal

Artigo | Onde fica o cuidado com as pessoas? – por Oscar Mariano

Foi noticiado na semana passada que as estruturas da escola Casa do Trabalhador (Antigo Colégio Antenor Simões), estão apresentando vários problemas. Uma comitiva da gestão municipal, esteve no prédio na última sexta para fazer uma vistoria, além de alguns engenheiros que constataram os problemas. Porém, antes da escola ser transferida para o prédio três anos atrás, alguns engenheiros vistoriaram o local e constataram que as colunas do prédio não eram na espessura correta para a quantidade de andares, e alertaram que evitassem colocar muitas crianças no terceiro piso da escola.

Agora o prédio apresenta problemas como: rachaduras nas paredes, aparecimento de grandes fissuras no piso, alguns canos estão esmagados, ou seja, a estrutura está dando sinais graves de problemas. Após essa vistoria, ficou determinado que as aulas seriam suspensas e que a secretaria de Educação, iria ver outro prédio para que os alunos não ficassem prejudicados no calendário escolar. Mas pelo visto as aulas foram suspensas apenas no final de semana, pois hoje (04/11/2019) as aulas ocorreram normalmente. A questão é, se o problema fosse no prédio da secretaria de educação, o secretário iria tomar qual providência? Será que estão brincando com a sorte e com a vida dos 80 funcionários e quase 800 alunos?

Muito se falou em relação a educação no ano de 2016 na campanha eleitoral por parte da atual gestão, mas o que percebemos, é que não tivemos avanços significativos. Porém, já ocorreram inúmeros problemas a exemplo de merenda estragada, prédio com problemas estruturais na zona rural, falta de professores em algumas unidades, alunos passando mal devido a pintura nas escolas, as vagas de creches que ainda não atingiram 10% do prometido, entre outros.

Espero que a gestão tome uma rápida providência em questão a essa escola, e que não aconteça algo de muito sério. Até porque, no período da campanha, a educação, sempre é colocada como uma “prioridade”, mas nas maiorias das vezes, ficam apenas no plano do governo. Já assistimos nos últimos meses, inúmeros casos de prédios que apresentaram casos parecidos em todo o Brasil, e lamentavelmente o final não foi feliz.






Oscar Mariano é pós-graduando em Ciência Política

Comentários


Postagens mais visitadas deste blog

Baixe aqui o livro - Passos para o Reavivamento Pessoal

Clique aqui para baixar a versão PDF.

Artigo | Covid-19 e os rumos da educação brasileira - por Mário Disnard

Acredito que a experiência de 2020 será um marco decisivo na educação, visto que a pandemia do Covid-19 nos apresenta, mais do que nunca, a necessidade de repensar o papel social da educação para além do processo de escolarização. No Brasil medidas emergenciais foram tomadas para garantir o processo educativo, entre elas, o trabalho educacional remoto. No entanto, diante de tantos imprevistos, gestores, professores, estudantes e famílias encontraram-se num momento de muita pressão, com várias dúvidas e incertezas. Diante da atual situação, os limites impostos têm nos apresentado possibilidades inegáveis de transformação, o que nos remete a uma série de questionamentos: há efetivamente uma preocupação com a qualidade social da aprendizagem? O que este período nos informa a respeito de nossos estudantes e de suas famílias com relação as nossas práticas como educadores?   O que faz sentido manter e o que mudar? É possível repensar o papel da escola e da sociedade na formação das novas

Por Dentro do Polo | Pernambuco volta a ser o maior produtor de Jeans do Brasil – por Jorge Xavier

O Brasil produziu 341 milhões de peças jeans em 2019. Desse total, o polo produtivo de Pernambuco sustentou 17% do volume. Com algo em torno de 60 milhões de peças no ano, o estado é o maior polo de jeans do país, segundo o iemi - Inteligência de Mercado. Ultrapassou, assim, regiões como norte do Paraná e Santa Catarina. São Paulo é o maior centro comercial, mas, não de produção.Em Pernambuco, a produção está concentrada sobretudo entre Toritama e Caruaru. O valor da produção de peças jeans está estimado em R$ 14,4 bilhões, que corresponde a 9,5% do total nacional da produção textil no ano passado, apontou Marcelo Prado, diretor do leme, que participou de webinar da Santista sobre o futuro do consumo com a covid19. Já o varejo de jeans movimentou R$ 25,3 bilhões, disse Prado. A receita corresponde a 11% do consumo nacional de vestuário, calculado pelo lemi em R$ 231,3 bilhões, com a venda de 6,3 bilhões de peças. Em sua apresentação, Prado mostrou a evolução do mercado nacio