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Política em Movimento | Em nome do pai - por André Santos

Nesta semana, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes atendeu a um pedido da defesa de Flávio Bolsonaro e suspendeu todas as investigações contra o senador do PSL.

A decisão suspende todas as investigações sobre Flávio Bolsonaro até novembro, quando o Supremo Tribunal Federal vai tomar uma decisão definitiva sobre o uso de dados detalhados de órgãos de inteligência sem autorização da Justiça.

As investigações sobre Flávio Bolsonaro se referem ao período em que ele era deputado estadual no Rio. O Ministério Público quer saber se funcionários dele devolviam parte dos salários ao gabinete, uma prática conhecida como rachadinha.

O Coaf, que agora se chama Unidade de Inteligência Financeira, identificou movimentações suspeitas nas contas do ex-assessor de Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz: R$ 1,2 milhão entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017.




O relatório foi encaminhado pelo Coaf ao Ministério Público do Rio. Em abril, a Justiça do Rio autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Flávio Bolsonaro, de Fabrício Queiroz, de parentes deles e de ex-funcionários do gabinete de Flávio na Alerj. E isso é muito grave porque os mesmo que foram eleitos falando em nova política caem na mesma esparrela, quem se dizia contra o foro privilegiado agora se esconde nele, e
Flávio já tinha tentado suspender as investigações. Em fevereiro, o ministro Marco Aurélio, do Supremo, negou o pedido da defesa. Em julho, o presidente do Supremo, Dias Toffoli, atendeu a outro pedido de Flávio e suspendeu a investigação. Depois dessas diversas tentativas não nos resta citar aquele velho ditado "Quem não deve, não teme" que não parece ser o caso de Flávio, que fora todas essa questões ainda foi contra a "CPI da lava-toga" e também foi contra alguns vetos do Presidente Jair Bolsonaro que por incrível que pareça é seu pai, mas como esquecer se ele mesmo tem feitos as maiores sandices pra defender esse filho que tem provado com seu mandato e suas práticas anteriores, que não representa os valores daquele de quem os elegeu, pobre Rio de Janeiro de um senador tão fraco e probre Brasil de um presidente tão conivente que antes dizia "Se Filho meu Roubar, vai pra papuda", mas a prática tem sido bem diferente.


André Santos é pós-graduado em Gestão Pública

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