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Altos Papos | Morde, mas não come – por Davi Geffson


            Francisco de Quevedo fez uma excelente definição a cerca da inveja, ele disse que esta é “magra e pálida porque morde, mas não come”, concordo em número, gênero e grau. E é sobre isso que vamos bater o papo de hoje.

            Já percebeu que a inveja é uma “ferrugem” que corrói o invejoso? Já percebeu como a ferrugem age onde é impregnada? A primeira característica de sua ação é manchar a forma original e conforme vai ganhando espaço fragiliza o local em que se instalou, do mesmo modo é a inveja.

            Querer ter, a todo custo, o que o outro tem é a primeira forma de se perder a essência daquilo que realmente é. A inveja tem sido uma arma em que o tiro sai pela culatra, a sede e a fome naquilo que o outro tem pode gerar a maior frustração interior, afinal, o invejoso não se contenta em ver o seu próximo progredir, e pode observar, o invejado sempre avança, pois corre atrás do que tem, o invejo não, fica estagnado apenas desejando ter o que o outro conquista.



            Portanto, não precisa invejar nada de ninguém, cada um tem suas conquistas com esforços e méritos, admirar a conquista do outro e se alegrar com tais é a melhor forma de ser inspirado a também ter grandes vitórias na vida, afinal, a maior vitória de uma pessoa é ver a outra vencer, pois só desse modo, teremos garra para lutar e também sermos vencedores.

            Que a alegria do outro também seja sua alegria!

O que o outro conquistou
Não veio de mão beijada,
O suor que derramou
Teve luta enfrentada,
Por isso não sinta inveja
Lute e siga a caminhada.

Pense nisso.


Davi Geffson é mercadólogo e universitário de Letras

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