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Altos Papos | Existem abraços que abraçam a alma - por Davi Geffson


            Em uma geração de tantos abraços “mandados”, abraços dados tem sido uma raridade, por isso existem tantas pessoas amarguradas, sem afeto. É comum que diariamente mandemos mais de 20 abraços, é a média de pessoas que conversamos através de alguma plataforma digital e ao término da conversa surge aquele tradicional “abraço”.



            Mandamos muitos abraços, porém, poucos são concretizados. Somos mais afetivos nas redes sociais do que pessoalmente, observe que existem pessoas que curtem suas postagens, comentam, reagem aos seus stories, porém, quando te veem pessoalmente, mal surge aquele simples “oi”, mas por que isso acontece? Não responderei, afinal, cada um sabe se é vítima ou culpado.

            Se soubéssemos o valor que está agregado a um abraço abraçaríamos muito mais. O abraço é a aproximação de sentimentos, de corações, é um acalento que as vezes consegue abraçar a própria alma. Um abraço pode salvar alguém, pode curar, pode ser uma “injeção de ânimo” para a própria razão de viver.

            Cristo, quando estava na cruz, de braços abertos, era como se estivesse dizendo: “Abraça-me!”. Ninguém o abraçou, mas lá estava Ele abraçando toda a humanidade com seu amor infinito, o fato é que nem sempre abrir os braços nos dará a certeza de recebermos o tão desejado abraço, mas você está lá, fazendo a sua parte, isso basta.
            Então, vamos abraçar mais, contudo, que nãos seja não só o corpo, mas a alma, pois existem feridas que não são externas, e para serem cicatrizadas só aqueles que conseguem tocar a alma serão remédios provocadores de cura, deixe que seu abraço seja ferramenta de acalento.


Tem alma que tá chorando
Ficando só o bagaço,
A gente despercebido
Olhando só pro terraço,
Esquece de que o outro
Precisa de um abraço.

Pense nisso!


Davi Geffson é mercadólogo e universitário de Letras

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