Pular para o conteúdo principal

Altos Papos - Está na hora de sermos mais “humanos”, por Davi Geffson

Após o episódio em que o MC Gui fez bullying com uma garota na Disney, fiquei a pensar: Que tipo de artista tem se constituído? E, vou mais além, que tipo de gente nós temos sido? O fato é que estamos na geração do “like”, ou seja, tudo é pensando na curtida, do comentário, no compartilhamento, e pouco se importa para o que posta, desde que resulte em ibope, mas dessa vez, o “moleque” se deu mal.


Precisamos entender que o ser humano é muito mais que uma aparência, é mais que dinheiro, é muito mais que bens materiais, somos gente. Gente que sofre, gente que sente dor, gente que precisa do outro, gente que não é tão bonita como está lá nas redes sociais, somos gente, feitos de carne e osso, e que no fim da história, somos todos iguais, viemos do pó e para lá tornaremos.
Está na hora de sermos mais “gente”. O outro, por mais feliz que aparente estar, passa por problemas e, as vezes, esconde-se atrás de um “sorriso” só para não dar o braço a torcer. Por isso, antes de apontar, de atirar pedras, de se achar melhor que o outro, coloque-se no lugar do outro, avalie se gostaria de receber aquilo que você está dando. Pois, sempre haverá alguém melhor que você, alguém que lhe supere, ou seja, ninguém é melhor que ninguém, pois sempre há alguém melhor que a gente.
Portanto, deixemos de lado todo e qualquer preconceito. Como diz Bráulio Bessa: “se não dar pra ser amor, seja, pelo menos, respeito. Podemos ser responsáveis pelo bem-estar do outro, assim como, sermos os geradores de pessoas frustradas, essa escolha quem faz somos nós, por meio das nossas atitudes. Nunca esqueça, no fim da nossa história, somos todos iguais.
Se o final é normal pra que correr
e se morrer é ruim mais é comum
se o caixão vai leva de um em um
se o dinheiro não pode socorrer…
Eu só quero o bastante para comer
para viver para vesti e pra calçar
mesmo sendo pouquim se não faltar
eu só quero esse tanto todo dia
PRA QUE TANTA GANÂNCIA E CORRERIA
SE NINGUÉM VEIO AQUI PARA FICAR?
(Autor Desconhecido)
Pense nisso!

Davi Geffson é universitário de Letras

Comentários


Postagens mais visitadas deste blog

Baixe aqui o livro - Passos para o Reavivamento Pessoal

Clique aqui para baixar a versão PDF.

Artigo | Covid-19 e os rumos da educação brasileira - por Mário Disnard

Acredito que a experiência de 2020 será um marco decisivo na educação, visto que a pandemia do Covid-19 nos apresenta, mais do que nunca, a necessidade de repensar o papel social da educação para além do processo de escolarização. No Brasil medidas emergenciais foram tomadas para garantir o processo educativo, entre elas, o trabalho educacional remoto. No entanto, diante de tantos imprevistos, gestores, professores, estudantes e famílias encontraram-se num momento de muita pressão, com várias dúvidas e incertezas. Diante da atual situação, os limites impostos têm nos apresentado possibilidades inegáveis de transformação, o que nos remete a uma série de questionamentos: há efetivamente uma preocupação com a qualidade social da aprendizagem? O que este período nos informa a respeito de nossos estudantes e de suas famílias com relação as nossas práticas como educadores?   O que faz sentido manter e o que mudar? É possível repensar o papel da escola e da sociedade na formação das novas

Por Dentro do Polo | Pernambuco volta a ser o maior produtor de Jeans do Brasil – por Jorge Xavier

O Brasil produziu 341 milhões de peças jeans em 2019. Desse total, o polo produtivo de Pernambuco sustentou 17% do volume. Com algo em torno de 60 milhões de peças no ano, o estado é o maior polo de jeans do país, segundo o iemi - Inteligência de Mercado. Ultrapassou, assim, regiões como norte do Paraná e Santa Catarina. São Paulo é o maior centro comercial, mas, não de produção.Em Pernambuco, a produção está concentrada sobretudo entre Toritama e Caruaru. O valor da produção de peças jeans está estimado em R$ 14,4 bilhões, que corresponde a 9,5% do total nacional da produção textil no ano passado, apontou Marcelo Prado, diretor do leme, que participou de webinar da Santista sobre o futuro do consumo com a covid19. Já o varejo de jeans movimentou R$ 25,3 bilhões, disse Prado. A receita corresponde a 11% do consumo nacional de vestuário, calculado pelo lemi em R$ 231,3 bilhões, com a venda de 6,3 bilhões de peças. Em sua apresentação, Prado mostrou a evolução do mercado nacio