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Por Dentro do Polo | Os Novos Acenos do Governo para o Polo de Confecções – por Jorge Xavier

Na última segunda feira, dia 02, na sede da Associação Comercial e Industrial em Caruaru (Acic), o secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado, Bruno Shcwambach, se reuniu com empresários e líderes do setor de produção têxtil e de confecções, para discutir e anunciar algumas medidas que me parece que dessa vez sairá do papel, mesmo que ainda tímidas, mas teremos alguns avanços.

A pauta principal foi o FUNTEC (Fundo de Desenvolvimento da Cadeia Têxtil), que foi criado para beneficiar o setor têxtil e de confecções, mas até então todo recurso, que já chegou a casa dos R$2 milhões era investido na sua totalidade em Recife, enquanto a arrecadação é feita aqui no Polo. A novidade é que a partir do próximo ano o investimento será de 50% na capital e 50% no interior, além da redução da alíquota que era 0,27% passa para 0,20%, o imposto já é antecipado na fonte em compras fora do Estado.




Na ocasião foi anunciada também a criação da Câmara Setorial Textil e de Confecções, que é um fórum consultivo e deliberativo, constituído para o desenvolvimento das cadeias, unindo os setores público, privado e não governamental, com o objetivo de identificar os gargalos que impedem o crescimento do setor e apontar soluções em conjunto, a câmara será instalada ainda este ano.

Criação do Comitê Deliberativo do FUNTEC, que permitirá uma maior participação dos representantes nas decisões, o Comitê será composto por entidades do governo, Acic, Ascap, Acit e membros dos executivos municipais das 03 cidades com maior produção. Além da Comissão de Desenvolvimento Econômico da ALEPE, que participará como entidade convidada.

As medidas trazem de certa forma, algumas melhorias para o Polo e o secretário por sua vez dá sinais que realmente quer mudança, a nós cabe torcer para que essas medidas entrem em vigor e continuar cobrando através dos representantes do setor têxtil e dos nossos representantes políticos, para que mais ações sejam colocadas em prática, como a questão da capacitação de mão de obra para o setor, setor esse que produz em média 900 milhões de peças, com um faturamento próximo dos R$ 6 bilhões ano.



Jorge Xavier é empreendedor



                                   

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