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Política em Movimento | CPMF é roubo? – por André Santos

A proposta não será absurda se vier em um contexto de recuperação do equilíbrio das contas públicas e de redução do tamanho do Estado. Não será difícil demonstrar aos brasileiros a necessidade de evitarmos que a nossa Economia atinja a atual situação de instabilidade da Argentina.



Mesmo sem termos muitos detalhes sobre o modo de cobrança da nova CPMF que o economista Paulo Guedes tem em mente, é possível prevermos um contexto em que a proposta da volta desse tributo seja aceita pela sociedade. A antiga CPMF foi cobrada a partir de 1997. Por um breve período de 6 meses, no primeiro semestre de 1999, sua cobrança foi interrompida, mas foi restabelecida no segundo semestre daquele ano, vigorando até a sua extinção em 2007.

Para o Governo Federal, a arrecadação CPMF significava proveito máximo. A CPMF, por outro lado, trazia prejuízos para a sociedade. Claro que há uma aversão a novos impostos. A população sente que já está cheia de impostos e por isso precisa ser revisto, tivemos exemplos nos últimos anos que um país que muito arrecada vira um paraíso para corruptos que vêm a máquina pública como seu quintal e tratam como se fossem donos dele. Quanto menos impostos, melhor para o País.


André Santos é pós-graduado em Gestão Pública

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