Pular para o conteúdo principal

Sem Aspas | Evangélicos e traficantes? Há algum erro nisso? – por Amanda Rocha

A (des)ocupação da imprensa brasileira se reduz a níveis execráveis. Ignoram completamente todos os dados internacionais, tais como o da instituição Portas Abertas, que aponta que a religião cristã é a mais perseguida em todo o mundo, galgando o assustador número de 250 milhões de mortos por ano e outros incontáveis que vivem sob perseguição extrema por declararem-se adeptos dos ensinamentos de Cristo e, ainda, há milhares que vivem em países ditos democráticos, no entanto, sofrem discriminação com respaldo jurídico ou meramente de cunho ideológico por grupos que dizem defender minorias, mas ignoram a lógica, a ciência, para calarem o discurso que contraria suas ações fundamentadas em desejos que se desvirtuam do Evangelho de Cristo e dos valores morais da sociedade ocidental. 


Durante o encontro que tratou do avanço da liberdade religiosa, realizado pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos, em Washington, ainda no mês de julho do corrente, a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, afirmou que “Não dá mais para admitir a perseguição e morte de tantos cristãos no mundo”. Após o protesto de Damares, a imprensa brasileira logo tratou de reduzir a importância da denúncia e declarou que ela estava tirando “da cartola a lorota da perseguição a evangélicos”. Para muitos da imprensa essas declarações devem ser tratadas como falsas, pois, corre-se o risco de arruinarem o plano sórdido de muitos interessados na aniquilação desse grupo religioso, o qual mantém firme a base de conceitos e valores que garantem a sustentação de nossa cultura.

Recentemente, essa imprensa tendenciosa e arbitrária deu continuidade ao que fazem com presteza: manipular dados e perseguir cristãos. Matérias publicadas em diversos sites de grande circulação no país associaram traficantes a evangélicos. O grupo intitulado de ‘Bonde de Jesus’, seria formado por convertidos, liderados por um pastor, e por tal razão, perseguiam adeptos de religiões de matriz africana, e praticavam violência contra espaços e objetos de cultos, além de impedir que pessoas circulassem dentro de certas comunidades no Rio de Janeiro expondo sua crença. Desde o título e por toda a matéria fica nítida a tentativa de atacar não os traficantes por seus atos criminosos, tão pouco o ato abominável praticado, mas os religiosos cristãos.

Seria indispensável, pois a prática comprova, dizer que cristãos evangélicos são contrários ao uso de drogas, que militam arduamente no Congresso Nacional para impedir que o uso recreativo de entorpecentes seja liberado pela legislação brasileira. Também é de iniciativa de cristãos evangélicos a maioria das casas de reabilitação para dependentes químicos espalhadas por todo o país, e não pouco os números de voluntários que auxiliam esses viciados que desejam abandonar o vício. Também será redundante afirmar que cristãos não compactuam com o crime, com o tráfico, com a violência e a intolerância religiosa. Se alguém se declara cristão, mas não segue os mandamentos de Cristo, ele é um mentiroso e a Verdade de Deus não habita nele. Deus é luz e não há trevas nEle.

Os seguidores de Cristo tornam-se seus imitadores, logo, são preenchidos pelo Espírito Santo que os fazem produzir fruto, entre os quais estão amor, paz, paciência, amabilidade, mansidão e domínio próprio. Dizer que cristãos evangélicos, de qualquer linha teológica, formam quadrilha para, baseados em sua fé, praticarem crimes e, sobretudo, atacar violentamente demais religiões, é prova de um discurso falacioso ou mera manipulação de palavras-chaves com finalidades ideológicas, cujo fim é a discriminação e perseguição aos cristãos.


A indicação de livro hoje é Deus é Vermelho: A história secreta de como o cristianismo sobreviveu e floresceu, de Liao Yiwu. Que Deus vos abençoe.



Amanda Rocha é professora e escritora

Comentários

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

A intolerância dos tolerantes e os confetes carnavalescos - por Amanda Rocha

A quarta-feira passou, mas as cinzas do carnaval deixaram um imensurável prejuízo, não apenas econômico graças aos diversos dias de inatividade industrial e comercial, não somente pelas grandes cifras de dinheiro público usado para distrair a população embalada por ritmos dançantes e letras chicletes ou pornográficas, enquanto hospitais e escolas funcionam em deploráveis condições. Contudo, diria mais, não unicamente pelo elevado índice de acidentes e mortes nas péssimas estradas. Pensando bem, qual o intuito em citar o elevado número de contágio de doenças sexualmente transmissíveis em relações desprotegidas durante esse período? De igual modo não se faz necessário referenciar a elevada despesa que o Sistema Único de Saúde terá por consequência do carnaval; tão pouco se faz cogente contabilizar o número de criminalidade que se eleva nesse período – assaltos, homicídios, latrocínios, tráfico; os casos de divórcios, de gravidez indesejada - que em parte culminará em abortos realizados …

Regime Militar e Movimentos Sociais, quem é o mocinho e quem é o vilão? - por Amanda Rocha

Desde a década de 70 o Brasil tem-se acrescido em números de movimentos sociais e sindicatos, suas origens datam em anos anteriores, mas sua efervescência dá-se no período de Regime Militar. Eivados da necessidade de luta de classes, esses movimentos disseminam que nasceram para combater o regime ditatorial vigente nas décadas de 60 e 70 no país, mas disfarçam o cerne de suas bases ideológicas, cuja finalidade é a imposição da ditadura do proletariado. Nascida na mente insana e nefasta de Karl Marx, essas utópicas soluções para o fim das desigualdades sociais e econômicas concretizaram-se em diversos países, e por onde passaram promoveram unicamente a igualdade da miséria. Dentre as tantas falácias que divulgam, mentem sobre a ordem dos fatos, uma vez que os movimentos não surgiram com o intuito de lutar pela democracia e findar o Regime Militar, há nessa afirmativa uma completa inversão, visto que o Regime Militar foi conclamado pela população e aprovado pelo Congresso, nessa época, …

Se o sol não brilhar, aproveite a sombra do dia nublado - por Davi Geffson

Já percebeu o quanto costumamos a reclamar? Se faz sol a gente reclama, se chove reclamamos do mesmo modo, na verdade, somos serescom anseios e desejos, mas precisamos entender que nada gira em torno de nós. É um conjunto, são vários humanos com os seus devaneios de “ser”. Achar que tudo gira em torno de nós, e por isso, deve ser do nosso jeito, é o mesmo que caminhar em uma esteira, você perderá peso, irá suar, vai se cansar, entretanto, continuará no mesmo lugar.


Tudo pode ser mais simples se ao invés de reclamarmos, impulsionarmos o sentido do “procure o que há de melhor”, em tudo iremos encontrar o lado positivo e o negativo, se assim não fosse, que chato seria. Não queremos nem muito, nem pouco, queremos balanceado, com equilíbrio, isso é o que mescla a nossa vida. Uma comida com muito sal é péssima, com pouco também, agora quando se coloca a quantidade ideal, huuuum, que delícia. Assim é a vida, nem tanto, nem pouco, mas o suficiente.
Diariamente, Deus nos concede o dia que nos fa…