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Por Dentro do Polo | A concorrência dos polos de confecções – por Jorge Xavier


O segmento de moda é muito diversificado e muito concorrido também, alguns polos de confecções espalhados pelo Brasil têm buscado melhorias e investimentos por parte do setor público e ou privado. O que podemos observar em diversas regiões do país é que cada estado ou região está inovando e querendo melhorar a cada dia para conquistar novos espaços.


O governo de Goiás por exemplo, lançou um projeto audacioso, pretende alavancar a indústria da moda no Estado, para transformá-lo no segundo maior produtor do País, e poderá contar com a ajuda do cooperativismo para o projeto. A partir do projeto Goiás na Moda, a ideia é aproveitar que o Estado já é forte em distribuição nesse segmento e impulsionar também a produção.

A ideia é investir no modelo de negócio cooperativista já que o mesmo pode contribuir com a geração de emprego, renda e inclusão social, a partir da criação de cooperativas.



A região de Divinópolis, no interior de Minas e mais 18 cidades, está buscando uma certificação (selo coletivo de qualidade) para os produtores locais, a região é conhecida por produzir moda de qualidade e fornece para diversas marcas e shoppings. A intenção é certificar os clientes que os produtos são produzidos na região, já que nos últimos anos vinham perdendo mercado, pois alguns empresas estava apenas fazendo a troca das etiquetas, com isso eles pretendem também impulsionar a economia local com a geração de emprego e renda.

Já o Rio Grande do Norte tem investido no sertão do Seridó, desde 2013, o projeto que integra Governo do Estado, Sebrae, Senai e empresas, com isso eles capacitaram mais de 4 mil pessoas em diversas especialidades. A sustentabilidade do projeto foi pensada não só para a criação de novas fábricas, mas também para oferecer a capacitação necessária e os subsídios financeiros através de parceria firmada com o Banco do Nordeste, que oferece linhas de crédito para os microempreendedores. A ideia também foi pensada. dia de parceria com grandes clientes, a produção é praticamente toda vendida para o Grupo Guararapes (Riachuelo), Hering, C&A, Rener e Calvin Klein.

E Pernambuco como o segundo maior produtor de moda do país, o que tem feito? Será que os nossos governantes a nível estadual e municipais tem realmente se preocupado com o nosso polo de confecções do Agreste? Por enquanto tenho visto muito pouco ou quase nada no tocante a nossa região. É fundamental que todos deem as mãos para fomentar o crescimento e desenvolvimento da mais importante matriz econômica da região, o Polo carece de investimentos em diversas áreas como, segurança, melhoramento das rodovias, e sobretudo Caruaru precisa urgentemente investir na sua feira.


Jorge Xavier é empreendedor

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