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Altos papos | Corpo vivo e alma morta. Tudo morto – por Davi Geffson

A pior doença não é aquela que mata o corpo, mas a que deixa o corpo vivo e a alma morta. Infelizmente, temos vivido dias em que este índice só cresce, a iniquidade se multiplica e o amor se esfria. Hoje, mata-se por tão pouco, e pra vivificar, precisa-se de tanto. Por que tem sido mais fácil matar do que fazer viver?

Um sonho é uma projeção idealizada para a concretização de um plano, não custa nada ajudar o outro a sonhar, entretanto, tem sido mais fácil matar o sonho do que torná-lo mais vivo. A dor do outro tem soado como acalento para muitos, enquanto a alegria tem sido motivo de rancor para outros. Ver o outro bem incomoda àqueles que não conseguem ser felizes, isso é tão fútil, porém real.



Cercados por estes elementos inconstantes, vivemos em busca de sermos felizes e, consequentemente, ter uma sociedade feliz, afinal, fazemos parte desta comunidade. Contudo, precisamos ficar cientes de que a nossa sociedade está doente, e o diagnóstico já mostrou que é grave, porque esta doença não se combate com remédio feito em laboratório, mas com um remédio que trazemos dentro de nós.

Esse remédio não se ingere, não se aplica, não se recebe pelo sangue, é de coração para coração, são as ações que vão além da vaidade, que ocorrem longe dos holofotes, quando ninguém ver, falo sobre o amor, este é o remédio que pode curar a nossa sociedade. Sem ele não seremos “todo”, seremos apenas metade, não haverá completude, apenas partes, não se chegará ao fim, apenas no meio, não haverá realização, apenas o sonho. Esse remédio não é escasso, ainda tem muita gente que o tem, mas que precisa disponibilizá-lo.

O amor é um remédio
Sem contraindicação,
Da criança ao adulto
Não se acha restrição,
Todos podem fazer uso,
No rótulo está incluso:
Tome sem moderação.

Pense nisso!


Davi Geffson é mercadólogo e universitário de Letras

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