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Política em Movimento | Pessoas, Lugares e Circunstâncias: Parte 1 - por André Santos

Muito tem se falado nos últimos dias, em votações importantes no Congresso Nacional, a seguinte frase: "Não temos pensado nas próximas eleições, mas sim nas próximas gerações". Mas até que ponto os políticos têm pensando dessa forma e colocado de maneira prática esse tipo de discurso, que parece profundo? E, realmente, até onde se tem um poder público pensando nas próximas gerações? Pensando nisso, nas próximas colunas vamos falar em três aspectos que têm atrapalhado nossos políticos de fazerem a ações para as próximas gerações.



O primeiro aspecto que tem atrapalhado nossos agentes públicos, por incrível que pareça, são exatamente as "pessoas." Porém, nesse contexto, não estamos falando daquelas pessoas que precisam do mais básico até o mais complexo da intervenção em suas demandas que conseguem atender, mas de pessoas que sem nenhum preparo chegam a cargos na máquina pública apenas por às vezes ter um sobrenome famoso ou então por serem apadrinhados políticos de alguém influente.

Como por exemplo o caso mais recente da possível indicação para a embaixada nos Estados Unidos do filho do presidente, o deputado federal por São Paulo Eduardo Bolsonaro, que foi eleito com a maior votação de um deputado federal em toda história do país, 1.843.735 confiaram nele como "pessoa" que seria um expoente no Congresso e não num embaixador nos EUA.

E também não podemos esquecer boa governos petistas onde "pessoas" sem muito crível de honestidade e também muita qualificação eram colocadas em ministérios loteados apenas para compor a base aliada e também podemos falar do governo Temer que indicou uma ministra do Trabalho que respondia a um processo trabalhista.

Enfim esses diversos casos mostram que muitas vezes nossos representantes deixam de olhar nosso sistema como algo a ser o ocupado pelos melhores quadros para serem aparelhados de "pessoas" que não tem a mínima condição de fazer algo para a população que realmente precisa de uma máquina pública que funcione e que leve em conta os méritos e não conveniências .

Próximas gerações eficientes são formadas de pessoas no presente que sejam competentes.



André Santos é pós-graduado em Gestão Pública

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