Pular para o conteúdo principal

Crônicas e poesias | Conduta - por Nelson Lima

Acho que não há nada mais indicativo de que se a pessoa é o que diz ser, quando a vemos pela sua conduta. Pois é no dia a dia que nossos procedimentos mostram quem somos. Aquele(a) que é cristão nem sempre é do mesmo jeito quando está fora do meio religioso. Aquele(a) que é esportista e que se benze ao entrar no campo ou sempre aponta para os céus quando faz um gol, fora desse convívio é um desastre no caráter.


Mas enfim rezam os dicionários que Conduta é:
ü  Comportamento
Modo de agir para com a sociedade em geral.
Houve uma mudança de conduta da parte do jovem ao ser confirmado como autor do crime. Ele, que era uma pessoa calma, passou a se comportar com extrema rebeldia.
ü  Maneira de alguém se conduzir, se comportar; procedimento, comportamento.
Aluno de conduta exemplar.
Parece que está fora de moda uma pessoa ser de boa Conduta, nos dias de hoje. Parece ser “cafona”, “antiquada”, “desatualizada”. Sentem vergonha, sei lá.
Se a gente for masculinizar essa palavra temos, Conduto. Palavra muito usada no estudo da Física e que significa o meio por onde passa um fluido. Esse meio pode ser um tubo ou um cano por exemplo. Mas como ser humano temos sido Conduto de quê?
Gostaria de parafrasear uma passagem Bíblica que tem a ver com o assunto, está em Filipenses 4.8:
“Finalmente humanos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é puro, tudo o que amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe a vossa Conduta.”
Termino citando uma estrofe do poeta Raudênio Lima.
Eu sou mesmo um casca grossa
meu verso eu trago do mato
do terreiro da palhoça
das pedrinhas do regato,
sou da mesma comitiva
de pedrosa e patativa,
nunca mudei a conduta
meu verso tem o sabor
da decência e do valor
da nossa gente matuta.



Nelson Lima é teatrólogo e poeta

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A intolerância dos tolerantes e os confetes carnavalescos - por Amanda Rocha

A quarta-feira passou, mas as cinzas do carnaval deixaram um imensurável prejuízo, não apenas econômico graças aos diversos dias de inatividade industrial e comercial, não somente pelas grandes cifras de dinheiro público usado para distrair a população embalada por ritmos dançantes e letras chicletes ou pornográficas, enquanto hospitais e escolas funcionam em deploráveis condições. Contudo, diria mais, não unicamente pelo elevado índice de acidentes e mortes nas péssimas estradas. Pensando bem, qual o intuito em citar o elevado número de contágio de doenças sexualmente transmissíveis em relações desprotegidas durante esse período? De igual modo não se faz necessário referenciar a elevada despesa que o Sistema Único de Saúde terá por consequência do carnaval; tão pouco se faz cogente contabilizar o número de criminalidade que se eleva nesse período – assaltos, homicídios, latrocínios, tráfico; os casos de divórcios, de gravidez indesejada - que em parte culminará em abortos realizados …

Regime Militar e Movimentos Sociais, quem é o mocinho e quem é o vilão? - por Amanda Rocha

Desde a década de 70 o Brasil tem-se acrescido em números de movimentos sociais e sindicatos, suas origens datam em anos anteriores, mas sua efervescência dá-se no período de Regime Militar. Eivados da necessidade de luta de classes, esses movimentos disseminam que nasceram para combater o regime ditatorial vigente nas décadas de 60 e 70 no país, mas disfarçam o cerne de suas bases ideológicas, cuja finalidade é a imposição da ditadura do proletariado. Nascida na mente insana e nefasta de Karl Marx, essas utópicas soluções para o fim das desigualdades sociais e econômicas concretizaram-se em diversos países, e por onde passaram promoveram unicamente a igualdade da miséria. Dentre as tantas falácias que divulgam, mentem sobre a ordem dos fatos, uma vez que os movimentos não surgiram com o intuito de lutar pela democracia e findar o Regime Militar, há nessa afirmativa uma completa inversão, visto que o Regime Militar foi conclamado pela população e aprovado pelo Congresso, nessa época, …

Se o sol não brilhar, aproveite a sombra do dia nublado - por Davi Geffson

Já percebeu o quanto costumamos a reclamar? Se faz sol a gente reclama, se chove reclamamos do mesmo modo, na verdade, somos serescom anseios e desejos, mas precisamos entender que nada gira em torno de nós. É um conjunto, são vários humanos com os seus devaneios de “ser”. Achar que tudo gira em torno de nós, e por isso, deve ser do nosso jeito, é o mesmo que caminhar em uma esteira, você perderá peso, irá suar, vai se cansar, entretanto, continuará no mesmo lugar.


Tudo pode ser mais simples se ao invés de reclamarmos, impulsionarmos o sentido do “procure o que há de melhor”, em tudo iremos encontrar o lado positivo e o negativo, se assim não fosse, que chato seria. Não queremos nem muito, nem pouco, queremos balanceado, com equilíbrio, isso é o que mescla a nossa vida. Uma comida com muito sal é péssima, com pouco também, agora quando se coloca a quantidade ideal, huuuum, que delícia. Assim é a vida, nem tanto, nem pouco, mas o suficiente.
Diariamente, Deus nos concede o dia que nos fa…