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O preço de viver – por Israel Belo de Azevedo


Nascer custa.

Morrer custa.

Viver custa.

Nascer custa dinheiro aos nossos pais.

Morrer custa dinheiro à nossa família.

Viver nos custa dinheiro.

A cama em que dormimos, o café que tomamos, o transporte em que nos locomovemos, o alimento que comemos e o lazer em que nos divertimos custam dinheiro.

É tão óbvio o custo da vida que, às vezes, nos esquecemos dele.

É tão real o custo da vida que, por vezes, fazemos o que não devemos para pagá-lo.



É tão presente em nossa vida o dinheiro que podemos idolatrá-lo, como se fosse uma divindade a ser adorada.

É tão poderoso em nossa vida o dinheiro que podemos permitir que nos controle, quando é nossa tarefa dominá-lo.

Quando o dinheiro toma conta de nossas motivações, realizações e relacionamentos, ele nos torna insensíveis diante das necessidades dos outros.

Se o nosso projeto se resume a ganhar dinheiro, virará logo um pesadelo. Se nossa realizações forem motivadas apenas por ganhar dinheiro, venderemos nossa alma ao diabo. Se nossos relacionamentos forem medidos pelo dinheiro que geram ou levam, habitaremos numa caverna.

O dinheiro deve chegar às nossas mãos como uma consequência natural do nosso trabalho. Se vem como o resultado da ansiedade, da fraude e da exploração, é maldito.

Bendito é quem abençoa outras pessoas com o dinheiro que ganhou.

“Reparta com sete e até mesmo com oito, porque você não sabe que mal sobrevirá à terra". (Eclesiastes 11.2)

Israel Belo de Azevedo é doutor em Teologia

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