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Altos Papos | Uma sociedade rasa jamais dará mergulhos profundos! - por Davi Geffson


“Nossa que capa tão linda! AFF, mas as folhas são horríveis.” Quem nunca ouviu, ou até mesmo, não pronunciou tal frase? Você se depara com um caderno perfeito por fora, mas dentro, não te atrai nem um pouco, coisa comum na vida de todos os seres humanos, aquele famoso “preconceito”, antecipar um conceito ao que não se conhece.

Costumamos dar a nossa opinião sem mesmo conhecer o produto por completo, e com as pessoas não tem sido diferente. Vivemos no tempo das aparências, afinal, em uma sociedade imediatista pouco importa conhecer o conteúdo, a “capa” já irá dizer o que representa. É aí que mora o perigo!


Estamos rodeados dos mais diversos tipos de pessoas, com as mais variedades personalidades e desejos que não podemos conhecê-los apenas olhando de forma superficial. A maldade não se vê na aparência, a bondade também não. Estamos em uma época do “raso”, tudo é sem profundidade, é o tempo do mais ou menos, ama-se mais ou menos, doa-se mais ou menos, ouve-se mais ou menos, importa-se mais ou menos, mais ou menos e mais ou menos, é assim!

Poxa! Que chato isso! Quem vive de mais ou menos, jamais se sentirá completo, ou você é mais, ou você é menos, os dois não dá pra ser. O amor está em escassez, mas a preocupação maior é em satisfazer egos, deixar os status pomposos, é postar fotos com amigos, que nem são amigos e comentar “não vivo sem”, que mentira, vive louco pra se livrar.

É a geração da aparência, do tanto faz, nesse meio, sejamos o “mais”, do mais ou menos, sejamos o “conceito” antes do pré, enfim, sejamos gente, sejamos humanos, sejamos o outro em nós. Desse modo, repensemos a nossa geração, pois não foi o outro que mudou, fomos nós que mudamos. Pense nisso!





Davi Geffson é mercadólogo e estudante de Letras

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