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Altos Papos | A geração do ‘quanto pior melhor’ – por Davi Geffson


O que leva alguém a desejar a infelicidade do outro? Já parou para pensar o quanto é sério a questão do relacionamento em sociedade? Não existimos por existir, somos uma completude do outro. O amor que existe, o ódio que se dissemina, a paixão que se constrói, o afeto, a raiva, a ausência de fé, tudo isso é concebido por cada um de nós.


O ar de superioridade tem destruído muita gente, mas as fagulhas de humildade também, processo inverso, é claro! Refiro-me a quem não quer ver o outro evoluir, afinal, a Bíblia Sagrada pontua muito bem esse fator em Provérbios 3:34 “Ele escarnece dos escarnecedores, mas dá graça aos humildes”.

Desejar o sucesso do outro tem sido tão escasso quanto os bichos em extinção em nosso país. Parece que o sol não é mais para todos, que a luz do outro causa incomodo, que existe uma ensoberbada ânsia de ver o seu próximo regredir em uma sociedade que lhe possibilita a avançar. Tem sido muito mais fácil e prazeroso, para alguns, puxar o tapete, do que estabelecer pontes para o caminho do sucesso.

Essa é a geração do quanto pior melhor. Se estiver ruim para o outro, é bom para mim. Infelizmente, a briga por espaço, por poder e por destaque tem aterrorizado os nossos dias. Quando o outro não está bem, consequentemente, haverá uma interferência social, afinal, não somos uno, somos um todo.

Lembremo-nos sempre, o mundo não gira em torno de uma só pessoa, se eu sou a ausência do que há no outro, é neste que me completo. Gente precisa de gente. É tempo de colocarmos o tapete e não puxá-lo. Pense nisso!



Davi Geffson é mercadólogo e estudante de Letras

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