Pular para o conteúdo principal

Altos Papos | Ausência: Na estação da vida, uns vão e outros vêm - por Davi Geffson


Quem nunca desejou estar perto de alguém? Que sensação incrível é gerada por esse desejo, é como uma onda que vem da nossa alma e sai buscando um caminho para desaguar, e é justamente no coração, onde essa onda encontra descanso, mas descanso só pra onda mesmo, porque o coração fica bem apertado, e porque não dizer, afogado com esse desejo.



Talvez, seja a partir disso, que se fomenta a ideia de que “estamos morrendo de saudade”, é que a saudade nasce da ausência, do distanciamento, do desejo de ter por perto que distante encontra-se. A maior dificuldade em aceitar a saudade é que fica um duelo em nossa mente, por vezes, a mente quer até entender essa não possibilidade, no entanto, o coração insiste em desejar, talvez seja porque está afogado de tanta saudade, que nem tenha condições de ser racional e menos emotivo.

Mas uma coisa é certa, existem distâncias que só nos fazem ter a certeza de que a melhor coisa é nos afastar por algum tempo, muitas vezes, somos vítimas de nós mesmos e achamos que somos nós os importunos na vida do outro, quando, na verdade, é o outro que tem sido na nossa, mas pela convivência diária, acabamos nos acostumando, até mesmo com aquilo que não nos faz bem.

Libertar-se do sentimento que nos prende é necessário, não podemos viver apenas nem função do outro, a porta que se fecha para um, servirá para a entrada de outra pessoa, a vida faz um percurso, que por vezes, nos parece um labirinto, mas são apenas estações em que esse trem precisa fazer paradas, a fim de que uns desçam e outros subam, que uns fiquem e outros possam seguir, isso é a vida, são as estações que nos conduzem a lugares diferentes, distantes, e por vezes, sem voltas. Permita-se! Seja feliz, mesmo com a ausência.


Davi Geffson é mercadólogo e universitário de Letras.




Comentários


Postagens mais visitadas deste blog

Baixe aqui o livro - Passos para o Reavivamento Pessoal

Clique aqui para baixar a versão PDF.

Artigo | Covid-19 e os rumos da educação brasileira - por Mário Disnard

Acredito que a experiência de 2020 será um marco decisivo na educação, visto que a pandemia do Covid-19 nos apresenta, mais do que nunca, a necessidade de repensar o papel social da educação para além do processo de escolarização. No Brasil medidas emergenciais foram tomadas para garantir o processo educativo, entre elas, o trabalho educacional remoto. No entanto, diante de tantos imprevistos, gestores, professores, estudantes e famílias encontraram-se num momento de muita pressão, com várias dúvidas e incertezas. Diante da atual situação, os limites impostos têm nos apresentado possibilidades inegáveis de transformação, o que nos remete a uma série de questionamentos: há efetivamente uma preocupação com a qualidade social da aprendizagem? O que este período nos informa a respeito de nossos estudantes e de suas famílias com relação as nossas práticas como educadores?   O que faz sentido manter e o que mudar? É possível repensar o papel da escola e da sociedade na formação das novas

Por Dentro do Polo | Pernambuco volta a ser o maior produtor de Jeans do Brasil – por Jorge Xavier

O Brasil produziu 341 milhões de peças jeans em 2019. Desse total, o polo produtivo de Pernambuco sustentou 17% do volume. Com algo em torno de 60 milhões de peças no ano, o estado é o maior polo de jeans do país, segundo o iemi - Inteligência de Mercado. Ultrapassou, assim, regiões como norte do Paraná e Santa Catarina. São Paulo é o maior centro comercial, mas, não de produção.Em Pernambuco, a produção está concentrada sobretudo entre Toritama e Caruaru. O valor da produção de peças jeans está estimado em R$ 14,4 bilhões, que corresponde a 9,5% do total nacional da produção textil no ano passado, apontou Marcelo Prado, diretor do leme, que participou de webinar da Santista sobre o futuro do consumo com a covid19. Já o varejo de jeans movimentou R$ 25,3 bilhões, disse Prado. A receita corresponde a 11% do consumo nacional de vestuário, calculado pelo lemi em R$ 231,3 bilhões, com a venda de 6,3 bilhões de peças. Em sua apresentação, Prado mostrou a evolução do mercado nacio