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Altos Papos | Ausência: Na estação da vida, uns vão e outros vêm - por Davi Geffson


Quem nunca desejou estar perto de alguém? Que sensação incrível é gerada por esse desejo, é como uma onda que vem da nossa alma e sai buscando um caminho para desaguar, e é justamente no coração, onde essa onda encontra descanso, mas descanso só pra onda mesmo, porque o coração fica bem apertado, e porque não dizer, afogado com esse desejo.



Talvez, seja a partir disso, que se fomenta a ideia de que “estamos morrendo de saudade”, é que a saudade nasce da ausência, do distanciamento, do desejo de ter por perto que distante encontra-se. A maior dificuldade em aceitar a saudade é que fica um duelo em nossa mente, por vezes, a mente quer até entender essa não possibilidade, no entanto, o coração insiste em desejar, talvez seja porque está afogado de tanta saudade, que nem tenha condições de ser racional e menos emotivo.

Mas uma coisa é certa, existem distâncias que só nos fazem ter a certeza de que a melhor coisa é nos afastar por algum tempo, muitas vezes, somos vítimas de nós mesmos e achamos que somos nós os importunos na vida do outro, quando, na verdade, é o outro que tem sido na nossa, mas pela convivência diária, acabamos nos acostumando, até mesmo com aquilo que não nos faz bem.

Libertar-se do sentimento que nos prende é necessário, não podemos viver apenas nem função do outro, a porta que se fecha para um, servirá para a entrada de outra pessoa, a vida faz um percurso, que por vezes, nos parece um labirinto, mas são apenas estações em que esse trem precisa fazer paradas, a fim de que uns desçam e outros subam, que uns fiquem e outros possam seguir, isso é a vida, são as estações que nos conduzem a lugares diferentes, distantes, e por vezes, sem voltas. Permita-se! Seja feliz, mesmo com a ausência.


Davi Geffson é mercadólogo e universitário de Letras.




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