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Descontando-se do virtual para viver o real - por Davi Geffson


Em uma época que o virtual é mais real que a própria realidade, estamos perdendo de ser quem somos para nos moldar àquilo que a mídia insiste que sejamos. Ou se estabelece um enquadramento nesse parâmetro modular, ou então, seremos exclusos deste circulo virtual.



Estamos perdendo em essência e em substância, cada existe menos de nós e mais daquilo que é pré-estabelecido. A amizade virtual parece ser mais legal, mas já percebeu que quando se encontra aquele “amigo virtual” às vezes nem um “Oi” se dá? Isso é a distância das telas, a aproxima distanciada pela rede de internet nos deixa mais à vontade, é aí que entra a mudança substancial, se antes um abraço era alimento, hoje é uma curtida que preenche lacunas, sacia o ego e acalma a alma.

Essa conexão virtual tem nos deixado reféns de um simples like, que coisa né? O ser humano conseguir curvar-se a uma simples curtida, que nada lhe agrega enquanto pessoa, pelo contrário, existem curtidas que são apenas conveniências, e nada diz respeito ao grau de “sucesso” que se tem.

É preciso desligar-se um pouco, deixar as curtidas virtuais de lado e curtir o outro. O dedinho da curtida, jamais irá ocupar o lugar de um “joia” pessoalmente, compartilhar experiências, risadas, abraços, momentos, jamais poderá ser substituído por um compartilhamento de algo que foi postado, um comentário olho no olho é insubstituível, mostrará a realidade daquilo que está sendo dito. É disso que precisamos, as pessoas estrão virando máquinas, e máquinas não têm sentimentos, não apenas manipuladas. Por isso, é preciso desconectarmo-nos do virtual para viver o real. E aí, descontou?



Davi Geffson é mercadólogo e estudante de Letras. Escreve em ConTexto às segundas-feiras.

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