Pular para o conteúdo principal

O grito do silêncio - por Davi Geffson


Calar é uma atitude de nobreza, é reconhecer que existe um momento propício para que a arte de falar entre ação, a própria bíblia revela que devemos ser tardios para falar, mas que devemos sempre estar prontos para ouvir, é que no silêncio muitas coisas de revelam, portas se abrem, máscaras caem, processos se resolvem e gritos de liberdade são dados sem precisar provocar nenhum som, o silêncio grita!

O silêncio grita as dores da alma que muitas vezes não encontram palavras para expressar o que se passa em seu interior, é o grito que perturba o gritante, mas que incomoda o espectador, é que no silêncio os pensamentos se transportam, as dúvidas surgem, a reflexão vem à tona e o desespero, ah! O desespero, esse quer ganhar espaço nesse meio.

Contudo, calar é arte, por isso que vamos encontrar, constantemente, pessoas que nem se preocupam em falar, o seu silêncio grita as verdades que palavras não seriam capazes de revelar, afinal, em alguns casos, falar atrapalha toda a situação, por isso prefira o silêncio.

Se a alma que chora só consegue chorar, permita-se ouvir o que está no interior, os mais belos cantos dos pássaros são percebidos no silêncio, assim como o som das ondas do mar, o pulsar de um coração, um “eu te amo” expresso só com o olhar, portanto, não deixe que o barulho te impeça de ter a oportunidade de ouvir o grito do silêncio, segundo Confúcio, “o silêncio é um amigo que nunca trai”, assim sendo, o receba como parceiro. As mais contundentes respostas sempre foram ditas em silêncio.




Davi Geffson é mercadólogo e estudante de Letras. Escreve em ConTexto às segundas

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A intolerância dos tolerantes e os confetes carnavalescos - por Amanda Rocha

A quarta-feira passou, mas as cinzas do carnaval deixaram um imensurável prejuízo, não apenas econômico graças aos diversos dias de inatividade industrial e comercial, não somente pelas grandes cifras de dinheiro público usado para distrair a população embalada por ritmos dançantes e letras chicletes ou pornográficas, enquanto hospitais e escolas funcionam em deploráveis condições. Contudo, diria mais, não unicamente pelo elevado índice de acidentes e mortes nas péssimas estradas. Pensando bem, qual o intuito em citar o elevado número de contágio de doenças sexualmente transmissíveis em relações desprotegidas durante esse período? De igual modo não se faz necessário referenciar a elevada despesa que o Sistema Único de Saúde terá por consequência do carnaval; tão pouco se faz cogente contabilizar o número de criminalidade que se eleva nesse período – assaltos, homicídios, latrocínios, tráfico; os casos de divórcios, de gravidez indesejada - que em parte culminará em abortos realizados …

Regime Militar e Movimentos Sociais, quem é o mocinho e quem é o vilão? - por Amanda Rocha

Desde a década de 70 o Brasil tem-se acrescido em números de movimentos sociais e sindicatos, suas origens datam em anos anteriores, mas sua efervescência dá-se no período de Regime Militar. Eivados da necessidade de luta de classes, esses movimentos disseminam que nasceram para combater o regime ditatorial vigente nas décadas de 60 e 70 no país, mas disfarçam o cerne de suas bases ideológicas, cuja finalidade é a imposição da ditadura do proletariado. Nascida na mente insana e nefasta de Karl Marx, essas utópicas soluções para o fim das desigualdades sociais e econômicas concretizaram-se em diversos países, e por onde passaram promoveram unicamente a igualdade da miséria. Dentre as tantas falácias que divulgam, mentem sobre a ordem dos fatos, uma vez que os movimentos não surgiram com o intuito de lutar pela democracia e findar o Regime Militar, há nessa afirmativa uma completa inversão, visto que o Regime Militar foi conclamado pela população e aprovado pelo Congresso, nessa época, …

Se o sol não brilhar, aproveite a sombra do dia nublado - por Davi Geffson

Já percebeu o quanto costumamos a reclamar? Se faz sol a gente reclama, se chove reclamamos do mesmo modo, na verdade, somos serescom anseios e desejos, mas precisamos entender que nada gira em torno de nós. É um conjunto, são vários humanos com os seus devaneios de “ser”. Achar que tudo gira em torno de nós, e por isso, deve ser do nosso jeito, é o mesmo que caminhar em uma esteira, você perderá peso, irá suar, vai se cansar, entretanto, continuará no mesmo lugar.


Tudo pode ser mais simples se ao invés de reclamarmos, impulsionarmos o sentido do “procure o que há de melhor”, em tudo iremos encontrar o lado positivo e o negativo, se assim não fosse, que chato seria. Não queremos nem muito, nem pouco, queremos balanceado, com equilíbrio, isso é o que mescla a nossa vida. Uma comida com muito sal é péssima, com pouco também, agora quando se coloca a quantidade ideal, huuuum, que delícia. Assim é a vida, nem tanto, nem pouco, mas o suficiente.
Diariamente, Deus nos concede o dia que nos fa…