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O grito do silêncio - por Davi Geffson


Calar é uma atitude de nobreza, é reconhecer que existe um momento propício para que a arte de falar entre ação, a própria bíblia revela que devemos ser tardios para falar, mas que devemos sempre estar prontos para ouvir, é que no silêncio muitas coisas de revelam, portas se abrem, máscaras caem, processos se resolvem e gritos de liberdade são dados sem precisar provocar nenhum som, o silêncio grita!

O silêncio grita as dores da alma que muitas vezes não encontram palavras para expressar o que se passa em seu interior, é o grito que perturba o gritante, mas que incomoda o espectador, é que no silêncio os pensamentos se transportam, as dúvidas surgem, a reflexão vem à tona e o desespero, ah! O desespero, esse quer ganhar espaço nesse meio.

Contudo, calar é arte, por isso que vamos encontrar, constantemente, pessoas que nem se preocupam em falar, o seu silêncio grita as verdades que palavras não seriam capazes de revelar, afinal, em alguns casos, falar atrapalha toda a situação, por isso prefira o silêncio.

Se a alma que chora só consegue chorar, permita-se ouvir o que está no interior, os mais belos cantos dos pássaros são percebidos no silêncio, assim como o som das ondas do mar, o pulsar de um coração, um “eu te amo” expresso só com o olhar, portanto, não deixe que o barulho te impeça de ter a oportunidade de ouvir o grito do silêncio, segundo Confúcio, “o silêncio é um amigo que nunca trai”, assim sendo, o receba como parceiro. As mais contundentes respostas sempre foram ditas em silêncio.




Davi Geffson é mercadólogo e estudante de Letras. Escreve em ConTexto às segundas

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