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Amor, que sentimento é esse? – por Davi Geffson

Dos poetas mais eruditos até aqueles que são incultos vamos observar o grande dilema que escorre pelas linhas do poema e da prosa no que diz respeito à tentativa de se explicar o que é o amor. O sentimento mais nobre que está a bater na porta, que deseja entrar nos corações e fazer morada, que só quer um espaço para mudar a vida de tantas pessoas.



Nos nossos dias atuais, este sentimento tem sido banalizado, ferido e excluído da vida de tanta gente, a ponto de que, por causa da sua ausência o ódio tem tomado o seu lugar e tem destruído desenfreadamente. Na vida, precisamos compreender que só sobrevive quem é mais nutrido, quem é mais alimentado, não adianta clamar por paz se só a guerra tem sido fortificada por nós, é incoerente desejar aquilo que não contribuímos para se ter.

Hoje presenciei alguém dizer que o amor não existe que é uma invenção daqueles que desejam ocultar as mazelas do mundo em um sentimento fictício e abstrato, nesta última concepção até se firma uma verdade, o amor não precisa ser visto, mas sentido.

Não se vê o beijo que o vento dar, só se sente.
Não se vê o abraço que Deus dar, só se sente.
Não se vê o cheiro que exala da flor, só se sente.
Não se ver o amor que se recebe, só se sente.

Não há necessidade em vermos o amor, existe a carência de senti-lo. As coisas mais profundas que adentram o ser humano não consiste no que é palpável, mas naquilo que não conseguimos enxergar, afinal, aquilo que se pega, que se ver, é fácil de tê-lo e perceber, mas aquilo que não conseguimos transformar em algo material, exige do outro a capacidade de também ser aquilo que se recebe, ou seja, só reconhece o amor, aquele que tem amor dentro de si.

É o mendigo que divide o seu único pão com o cachorro, é a família que divide o pouco que tem, é a mãe que perde o sono para fazer o filho dormir, é o abraço dado para acalmar a alma, porque abraçar o corpo é fácil todos conseguem, no entanto, abraçar a alma requer a essência do amor. O amor está nas coisas simples, no leve e momentâneo estado de vida.

Seja Amor!



Davi Geffson é mercadólogo e universitário de Letras. Escreve em ConTexto nas segundas-feiras



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