Pular para o conteúdo principal

A fé cristã e as afrontas desse e de outros carnavais - por Hernandes Dias Lopes

A Escola de Samba, “Gaviões da Fiel”, de São Paulo, fez uma grotesca apresentação no carnaval 2019, mostrando Jesus sendo espancado e pisado por Satanás. Essa cena de vilipêndio percorreu o mundo, chocando, como era propósito confesso do autor do enredo, cristãos de todos os recantos da terra. A cena blasfema afronta a Constituição Federal (artigo 208 do código penal), atenta contra o povo cristão e constrange as pessoas que têm um mínimo de respeito à religião cristã.
 
Mas, é preciso dizer em alto e bom tom, nesse momento de revolta de uns e de constrangimento de outros que, isso em nada abala o Cristianismo. A verdade nunca se curva ao escárnio dos que tentam ridicularizar a fé cristã. Jesus, o Cristo de Deus, é a pessoa central da História. Ele é o criador do universo, a semente da mulher que esmagará a cabeça da serpente, o Rei dos reis e o Senhor dos senhores. Ele é o Cordeiro que foi morto, mas ressuscitou, está vivo pelos séculos dos séculos e tem as chaves da morte e do inferno. Ele é aquele que foi exaltado sobremaneira e recebeu o nome que está acima de todo nome. Diante dele se dobra todo joelho, no céu, na terra e debaixo da terra. Ele já triunfou sobre o diabo e suas hostes no Calvário. Ele mesmo lançará Satanás no lago de fogo para ser atormentado pelos séculos sem fim.
 
A cena ocorrida nas ruas de São Paulo é de uma irrealidade gritante. Essa ficção jamais se tornará realidade. O Cristo que foi surrado e pisado pelo diabo no enredo da escola de samba “Gaviões da Fiel” só existe nos devaneios daqueles que tentam inverter, sem sucesso, a realidade dos fatos. Daqui a pouco, ninguém mais falará desse episódio, mas Jesus continuará sendo amado, adorado e proclamado como o Cristo vencedor, no Brasil e no mundo.
 
Foram muitas as tentativas para se derrotar o Cristo de Deus e bani-lo do coração de seus fiéis ao longo da história: Perseguições crudelíssimas, torturas desumanas e fogueiras ardentes. Mas, quanto mais se atacou a fé cristã, mais ela cresceu. Quanto mais sangue foi derramado, mais a semente do evangelho frutificou. Ninguém pode lutar contra Deus e prevalecer. Ninguém pode zombar de Deus e pensar que isso o abala. Ninguém pode afrontar o Cristo de Deus e pensar que isso abalará a fé dos que o amam. A igreja cristã continuará sua marcha sobranceira. O evangelho continuará desfraldando sua bandeira vitoriosa. A verdade não cobre sua cara de vergonha nem recua acovardada diante das afrontas. O evangelho não perde seu poder, nem recua enfraquecido, diante das blasfêmias daqueles que se julgando sábios tornaram-se insensatos.
 
A postura dos cristãos à afronta daqueles que tentaram ridicularizar a nossa fé deve ser a mesma daquela demonstrada por Jesus no Calvário: “Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem”.
 
• Rev. Hernandes Dias Lopes é pastor da 1ª Igreja Presbiteriana de Vitória. É doutor em Ministério pelo Reformed Theological Seminary, de Mississippi (EUA). Conferencista e autor de 139 livro

Fonte: Ultimato

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A intolerância dos tolerantes e os confetes carnavalescos - por Amanda Rocha

A quarta-feira passou, mas as cinzas do carnaval deixaram um imensurável prejuízo, não apenas econômico graças aos diversos dias de inatividade industrial e comercial, não somente pelas grandes cifras de dinheiro público usado para distrair a população embalada por ritmos dançantes e letras chicletes ou pornográficas, enquanto hospitais e escolas funcionam em deploráveis condições. Contudo, diria mais, não unicamente pelo elevado índice de acidentes e mortes nas péssimas estradas. Pensando bem, qual o intuito em citar o elevado número de contágio de doenças sexualmente transmissíveis em relações desprotegidas durante esse período? De igual modo não se faz necessário referenciar a elevada despesa que o Sistema Único de Saúde terá por consequência do carnaval; tão pouco se faz cogente contabilizar o número de criminalidade que se eleva nesse período – assaltos, homicídios, latrocínios, tráfico; os casos de divórcios, de gravidez indesejada - que em parte culminará em abortos realizados …

Regime Militar e Movimentos Sociais, quem é o mocinho e quem é o vilão? - por Amanda Rocha

Desde a década de 70 o Brasil tem-se acrescido em números de movimentos sociais e sindicatos, suas origens datam em anos anteriores, mas sua efervescência dá-se no período de Regime Militar. Eivados da necessidade de luta de classes, esses movimentos disseminam que nasceram para combater o regime ditatorial vigente nas décadas de 60 e 70 no país, mas disfarçam o cerne de suas bases ideológicas, cuja finalidade é a imposição da ditadura do proletariado. Nascida na mente insana e nefasta de Karl Marx, essas utópicas soluções para o fim das desigualdades sociais e econômicas concretizaram-se em diversos países, e por onde passaram promoveram unicamente a igualdade da miséria. Dentre as tantas falácias que divulgam, mentem sobre a ordem dos fatos, uma vez que os movimentos não surgiram com o intuito de lutar pela democracia e findar o Regime Militar, há nessa afirmativa uma completa inversão, visto que o Regime Militar foi conclamado pela população e aprovado pelo Congresso, nessa época, …

Se o sol não brilhar, aproveite a sombra do dia nublado - por Davi Geffson

Já percebeu o quanto costumamos a reclamar? Se faz sol a gente reclama, se chove reclamamos do mesmo modo, na verdade, somos serescom anseios e desejos, mas precisamos entender que nada gira em torno de nós. É um conjunto, são vários humanos com os seus devaneios de “ser”. Achar que tudo gira em torno de nós, e por isso, deve ser do nosso jeito, é o mesmo que caminhar em uma esteira, você perderá peso, irá suar, vai se cansar, entretanto, continuará no mesmo lugar.


Tudo pode ser mais simples se ao invés de reclamarmos, impulsionarmos o sentido do “procure o que há de melhor”, em tudo iremos encontrar o lado positivo e o negativo, se assim não fosse, que chato seria. Não queremos nem muito, nem pouco, queremos balanceado, com equilíbrio, isso é o que mescla a nossa vida. Uma comida com muito sal é péssima, com pouco também, agora quando se coloca a quantidade ideal, huuuum, que delícia. Assim é a vida, nem tanto, nem pouco, mas o suficiente.
Diariamente, Deus nos concede o dia que nos fa…