Pular para o conteúdo principal

Perseguição cristã na universidade

É comum que filhos de cristãos ao passarem no vestibular (principalmente se for em universidade federal), escutarem a frase: “os cristãos são perseguidos em ambientes como faculdades”. Será que isso é verdade?

Estar numa faculdade vai além de aprender e buscar o tão esperado diploma no fim do curso, o estudante passa a ser ator de uma história repleta de emoções, descobertas, diversões e impacto com a realidade. Para aqueles acostumados a ter uma vida pacata, de cidade calma e tranquila e chega na faculdade, percebe a diversidade cultural em um ambiente tão pequeno quanto sua própria cidade. Dessa forma, cabe a cada ser humano saber se comportar e o que absorver desse ambiente repleto de possibilidades.


Imagem/Reprodução: internet

Para os cristãos, esse desafio é maior. Não é compreensível para um jovem não cristão que existem atitudes que não convêm aos cristãos. Paulo ao escrever em 1 Coríntios, no capítulo seis, versículo 12, disse que tudo lhe é permitido, mas nem tudo lhe convém. Isso se aplica não apenas à vida de quem segue Jesus, mas a qualquer pessoa. Um exemplo simples, de aparência inofensiva, mas que pode gerar más consequências é a saidinha com os amigos para beber. Se o estudante paga a um sistema educacional durante quatro anos com o objetivo de adquirir conhecimento e uma boa vaga no mercado de trabalho, por que sair constantemente nas sextas-feiras para “tomar uma” com os amigos, quando se há o compromisso de estar na sala de aula? Quando isso acontece e no fim do período a nota desse estudante é ”zero”, os pais questionam: por quê, meu filho?

Não existe nenhuma lei na faculdade que proíba o estudante de fazer isso. Não há um segurança espionando os alunos e seguindo-os a todo lugar, mas o que existe é a consciência do que é bom ou não para cada um.

O pior acontece quando o aluno cristão sente-se incomodado com situações mais complexas, como em discussões ideológicas e doutrinárias. Quando a conversa é entre amigos, é mais aprazível, principalmente quando há discussão entre os dois lados da moeda. Porém, a história se complica quando o ataque é só de um lado e por parte de quem está em um nível elevado ao seu na pirâmide hierárquica das universidades. O que fazer quando o que falam não é a verdade? Será que vale a pena discutir com isso? Como lidar com esse tipo de perseguição aos cristãos?

Talvez o melhor a fazer seja orar e clamar a Deus por paciência e isso não significa que não se deve defender aquilo que se acredita. Tomar essa atitude não impede o cristão de continuar estudando a bíblia e aplicando os ensinamentos de Deus nesses momentos e caso haja segurança para falar e a oportunidade de fazer algum comentário, sem denegrir ninguém, não custa nada sentir no coração a paz de que algo foi feito. O Reino de Deus é composto por pessoas sábias, dos mansos de coração, de pacificadores e que representam o nome dEle onde quer que estejam.

Mylena Macêdo é estudante de jornalismo

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A intolerância dos tolerantes e os confetes carnavalescos - por Amanda Rocha

A quarta-feira passou, mas as cinzas do carnaval deixaram um imensurável prejuízo, não apenas econômico graças aos diversos dias de inatividade industrial e comercial, não somente pelas grandes cifras de dinheiro público usado para distrair a população embalada por ritmos dançantes e letras chicletes ou pornográficas, enquanto hospitais e escolas funcionam em deploráveis condições. Contudo, diria mais, não unicamente pelo elevado índice de acidentes e mortes nas péssimas estradas. Pensando bem, qual o intuito em citar o elevado número de contágio de doenças sexualmente transmissíveis em relações desprotegidas durante esse período? De igual modo não se faz necessário referenciar a elevada despesa que o Sistema Único de Saúde terá por consequência do carnaval; tão pouco se faz cogente contabilizar o número de criminalidade que se eleva nesse período – assaltos, homicídios, latrocínios, tráfico; os casos de divórcios, de gravidez indesejada - que em parte culminará em abortos realizados …

Regime Militar e Movimentos Sociais, quem é o mocinho e quem é o vilão? - por Amanda Rocha

Desde a década de 70 o Brasil tem-se acrescido em números de movimentos sociais e sindicatos, suas origens datam em anos anteriores, mas sua efervescência dá-se no período de Regime Militar. Eivados da necessidade de luta de classes, esses movimentos disseminam que nasceram para combater o regime ditatorial vigente nas décadas de 60 e 70 no país, mas disfarçam o cerne de suas bases ideológicas, cuja finalidade é a imposição da ditadura do proletariado. Nascida na mente insana e nefasta de Karl Marx, essas utópicas soluções para o fim das desigualdades sociais e econômicas concretizaram-se em diversos países, e por onde passaram promoveram unicamente a igualdade da miséria. Dentre as tantas falácias que divulgam, mentem sobre a ordem dos fatos, uma vez que os movimentos não surgiram com o intuito de lutar pela democracia e findar o Regime Militar, há nessa afirmativa uma completa inversão, visto que o Regime Militar foi conclamado pela população e aprovado pelo Congresso, nessa época, …

Se o sol não brilhar, aproveite a sombra do dia nublado - por Davi Geffson

Já percebeu o quanto costumamos a reclamar? Se faz sol a gente reclama, se chove reclamamos do mesmo modo, na verdade, somos serescom anseios e desejos, mas precisamos entender que nada gira em torno de nós. É um conjunto, são vários humanos com os seus devaneios de “ser”. Achar que tudo gira em torno de nós, e por isso, deve ser do nosso jeito, é o mesmo que caminhar em uma esteira, você perderá peso, irá suar, vai se cansar, entretanto, continuará no mesmo lugar.


Tudo pode ser mais simples se ao invés de reclamarmos, impulsionarmos o sentido do “procure o que há de melhor”, em tudo iremos encontrar o lado positivo e o negativo, se assim não fosse, que chato seria. Não queremos nem muito, nem pouco, queremos balanceado, com equilíbrio, isso é o que mescla a nossa vida. Uma comida com muito sal é péssima, com pouco também, agora quando se coloca a quantidade ideal, huuuum, que delícia. Assim é a vida, nem tanto, nem pouco, mas o suficiente.
Diariamente, Deus nos concede o dia que nos fa…