Pular para o conteúdo principal

O profissional que faz diferença - por Estêvão Soares


“O capitão da guarda os deixou aos cuidados de José, que os servia.”
Gênesis 40:4           

Neste texto gostaríamos de pensar um pouco sobre o profissional que faz diferença. O que é fazer diferença? Neste mundo competitivo e num Brasil ainda mergulhado numa crise econômica torna-se cada vez mais necessário que os profissionais, trabalhadores, independente da classe de trabalho ou posição que ocupa, entenda a necessidade de ser um profissional que faz diferença. E, como perguntei acima, o que é fazer a diferença? Fazer a diferença é não ser mais um na multidão de pessoas que acordam cedo todos os dias para trabalhar, seguem uma rotina estressante e ao final do dia veem a vida passar diante dos seus olhos e voltam pra casa morto de cansados para apenas dormir. Ser um profissional que faz a diferença é não ser mais um empregado igual aos outros, previsível, sem perspectiva, sem sonhos, estressado e cansado do que faz, mas, não “larga o osso” porque sabe que “tá osso”.



À luz das sagradas escrituras gostaríamos de pensar um pouco sobre um profissional que obteve sucesso em tudo que empreendeu, melhor, obteve sucesso em todo lugar que trabalhou, apesar das situações. Estamos falando de José. Homem muito conhecido na bíblia, sua história está registrada no livro de Gênesis, ele tem uma história muito bonita de redenção e perdão, o autor apresenta um enredo que chama a atenção de qualquer leitor, a começar das crianças, mas que por muitas vezes, nós, brilhantes trabalhadores nos esquecemos de refletir o que levava José a obter tanto sucesso.

Como diz o escritor e juiz federal William Douglas, “sucesso é estar no centro da vontade de Deus”, e é mesmo. Jesus por meio de sua vida e obras demonstrou que aquele que é quer ser o primeiro, aquele que quer ser o profissional que faz a diferença, deve ser servo de todos (Mc. 9.35). Interessante que Jesus ainda ressalta lá no Evangelho de Lucas que os reis e poderosos tem aqueles a quem eles dão ordem, “mas não será assim entre vós”. Trago essas referências das palavras de Jesus, pois, quando lemos os capítulos de Gênesis sobre a vida de José muitas vezes o verso 4 do capítulo 40 passa desapercebido quando uma grande chave para o sucesso e para ser um profissional que faz a diferença, “...que os servia”. José os servia. Não era a capacidade de administrar ou a beleza de José que o fez ser alguém do sucesso e que fazia a diferença por onde passava, mas a capacidade de José em servir. José serviu na casa de Potifá, José serviu na prisão, José serviu no palácio. Não importava o lugar ou a posição dentro da empresa, José tinha em mente que estava ali para servir.

O profissional que faz a diferença não é que tem os melhores diplomas ou faz os melhores cursos e está sempre se atualizando, isso tudo é consequência, porque tudo começa com o essencial, serviço. Sabe porque, quando o profissional serve ele não está apenas agradando aos homens, mas antes de tudo, está agradando a quem realmente importa, Deus. José tinha consciência disso, por isso é um grande exemplo de um profissional que servia. O servir é tão importante que algumas características logo se alinham com o serviço para fazerem do profissional um diferencial. Primeiro, a credibilidade, que é um atributo ou qualidade em quem se pode confiar, crê. Neste mundo profissional pós-moderno e sem valores éticos, obter crédito é um grande desafio, pois, as segundas intenções quase sempre estão as escondidas. José, no entanto, era um profissional em que seus patrões colocavam crédito, criam, confiavam, pois, o seu trabalho como serviço a cada dia conquistava esse crédito.
Segundo, o profissional que serve, logo se torna um referencial de postura profissional. Não foi diferente com José, em seus locais de trabalho ele sempre se tornava referencial e logo alcançava lugares de destaques, pois, a sua forma de trabalhar era diferente das demais, José servia, e isso é diferente, portanto, sua postura sempre o colocou em lugar de referencial.

Portanto, se você quer ser um profissional que faz a diferença, aprenda com José que primeiro, não importa onde você esteja, “sucesso é estar no centro da vontade Deus” William Douglas. Segundo, aquele que quer ser um profissional que faz diferença, deve ser um profissional que tem uma postura diferente, e a melhor postura para um seguidor de Cristo é aquela do seu mestre, servo.

A Bíblia nos ensina que “Deus estava com José” (Gn. 39.2), assim, um profissional que faz a diferença não é aquele que trabalha 18 horas diárias, não é aquele que acredita que “pode tudo”, não é aquele que é positivo em tudo, não é aquele que bate todas as metas, mas, é aquele que Deus está com ele, é aquele que é creditável, pois sua postura profissional revela que ele não está ali apenas pelo salário, mas antes de tudo, para servir a Deus por meio do seu trabalho.

“Tudo o que fizerem, façam de todo o coração, como para o Senhor, e não para os homens,”
Colossenses 3:23




Estevão Soares é bacharel em Administração de Empresas. Escreve em ConTexto aos sábados.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A intolerância dos tolerantes e os confetes carnavalescos - por Amanda Rocha

A quarta-feira passou, mas as cinzas do carnaval deixaram um imensurável prejuízo, não apenas econômico graças aos diversos dias de inatividade industrial e comercial, não somente pelas grandes cifras de dinheiro público usado para distrair a população embalada por ritmos dançantes e letras chicletes ou pornográficas, enquanto hospitais e escolas funcionam em deploráveis condições. Contudo, diria mais, não unicamente pelo elevado índice de acidentes e mortes nas péssimas estradas. Pensando bem, qual o intuito em citar o elevado número de contágio de doenças sexualmente transmissíveis em relações desprotegidas durante esse período? De igual modo não se faz necessário referenciar a elevada despesa que o Sistema Único de Saúde terá por consequência do carnaval; tão pouco se faz cogente contabilizar o número de criminalidade que se eleva nesse período – assaltos, homicídios, latrocínios, tráfico; os casos de divórcios, de gravidez indesejada - que em parte culminará em abortos realizados …

Regime Militar e Movimentos Sociais, quem é o mocinho e quem é o vilão? - por Amanda Rocha

Desde a década de 70 o Brasil tem-se acrescido em números de movimentos sociais e sindicatos, suas origens datam em anos anteriores, mas sua efervescência dá-se no período de Regime Militar. Eivados da necessidade de luta de classes, esses movimentos disseminam que nasceram para combater o regime ditatorial vigente nas décadas de 60 e 70 no país, mas disfarçam o cerne de suas bases ideológicas, cuja finalidade é a imposição da ditadura do proletariado. Nascida na mente insana e nefasta de Karl Marx, essas utópicas soluções para o fim das desigualdades sociais e econômicas concretizaram-se em diversos países, e por onde passaram promoveram unicamente a igualdade da miséria. Dentre as tantas falácias que divulgam, mentem sobre a ordem dos fatos, uma vez que os movimentos não surgiram com o intuito de lutar pela democracia e findar o Regime Militar, há nessa afirmativa uma completa inversão, visto que o Regime Militar foi conclamado pela população e aprovado pelo Congresso, nessa época, …

Se o sol não brilhar, aproveite a sombra do dia nublado - por Davi Geffson

Já percebeu o quanto costumamos a reclamar? Se faz sol a gente reclama, se chove reclamamos do mesmo modo, na verdade, somos serescom anseios e desejos, mas precisamos entender que nada gira em torno de nós. É um conjunto, são vários humanos com os seus devaneios de “ser”. Achar que tudo gira em torno de nós, e por isso, deve ser do nosso jeito, é o mesmo que caminhar em uma esteira, você perderá peso, irá suar, vai se cansar, entretanto, continuará no mesmo lugar.


Tudo pode ser mais simples se ao invés de reclamarmos, impulsionarmos o sentido do “procure o que há de melhor”, em tudo iremos encontrar o lado positivo e o negativo, se assim não fosse, que chato seria. Não queremos nem muito, nem pouco, queremos balanceado, com equilíbrio, isso é o que mescla a nossa vida. Uma comida com muito sal é péssima, com pouco também, agora quando se coloca a quantidade ideal, huuuum, que delícia. Assim é a vida, nem tanto, nem pouco, mas o suficiente.
Diariamente, Deus nos concede o dia que nos fa…