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Deputada petista diz que Governo Federal quer “controlar liberdade de credo”


No ambiente político, é costumeiro avaliar os 100 primeiros dias de um governo. Porém, a deputada estadual Teresa Leitão (PT) não se aguentou e apresentou uma lista de destaques negativos do Governo Bolsonaro em apenas 50 dias de gestão. O pronunciamento ocorreu na tarde de ontem (19/02) durante reunião plenária da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).

A petista disse crer que o Governo Federal estaria tentando ditar a pauta dos sacerdotes católicos, o que ameaçaria a liberdade religiosa. “Não estão investigando os Arautos do Evangelho ou a Opus Dei, mas sim o chamado ‘clero progressista’ – ou seja, o setor da Igreja que, para eles, está se aproximando do povo pobre. Ora, a base de Alcântara pode ser reaberta para os Estados Unidos, mas bispos brasileiros discutirem a Amazônia são uma ameaça?”, questionou a petista.

Leitão também criticou o ministro da Educação. Foto: Roberto Soares/Alepe


A deputada ainda falou que o Governo “afronta a Constituição”, dizendo que o mesmo quer cercear a liberdade de orientação sexual e, agora, “tenta controlar a liberdade de credo”.   “Vão perseguir outro Padre Henrique, outro Frei Tito, outro Dom Helder?”, indagou, citando nomes de religiosos católicos que foram contrários aos governos militares.

As ações de monitoramento, publicadas em matéria do jornal O Estado de S. Paulo no dia 10 de fevereiro, foram relativas a eventos preparatórios do Sínodo da Amazônia – encontro de bispos católicos que será realizado em outubro, em Roma, para discutir problemas da região. Segundo a reportagem, quatro escritórios da Abin foram mobilizados para acompanhar reuniões referentes ao Sínodo em paróquias e dioceses.

Em nota oficial, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência declarou que “a Igreja Católica não é objeto de qualquer tipo de ação pela Abin”, mas que “parte dos temas do Sínodo tratam de aspectos que afetam, de certa forma, a soberania nacional”.

Educação
Em sua análise dos 50 dias de governo, Teresa Leitão também opinou que diversas  declarações de ministros do Governo Federal são “estapafúrdias, sem consistência política ou respeito à liturgia do cargo”. “O ministro da Educação, por exemplo, acha que o ensino pode ser uma mercadoria, num país que tem uma legislação consolidada que trata a educação como direito subjetivo”, criticou.

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