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Caio Fábio lamenta morte de jornalista Ricardo Boechat

No início da tarde desta segunda-feira, 11, morreu o jornalista Ricardo Eugênio Boechat, que também era radialista e apresentador. Ele estava em um helicóptero que caiu na Rodovia Anhanguera, em São Paulo, e bateu na dianteira de um caminhão que transitava pela via. O pilotoRonaldo Quattrucci também morreu no acidente.
Aos 66 anos de idade, Boechat era apresentador do Jornal da Band e da rádio BandNews FM e colunista da revista IstoÉ.
A morte dele causou comoção em todo o país. Pelas redes sociais, o pastor Caio Fábio – amigo de infância do jornalista – publicou uma mensagem emocionante sobre Boechat. Confira o texto na íntegra:



"Meu amigo Ricardo Boechat!
Desde os 12 anos que meu coração o gostou/amou. Foi a bola que nos uniu...
Daí em diante nossos espíritos se ligaram gradualmente...
Sempre atraídos pelas nossas expressões de humanidade e boa dose de anarquia ideológica, crescemos em apreço e identificação.
Ouvi muitas das suas mais viscerais confissões. Ele viu meu choro de dor no dossiê Cayman. Foram íntimos os nossos vínculos.
Meu Deus! Tantas coisas humanas rolaram entre nós...
Nunca me negou como amigo.
Quando saiu do Globo conversamos de novo intimamente. Ele estava triste. E me procurou porque disse que eu conhecia aqueles padecimentos.
Quando do "Silas vai pegar uma rola", rimos muito porque eu dissera à minha mulher que tratava-se de uma típica expressão do antigo Saco de São Francisco, em Niterói, no tempo da nossa adolescência.
Ele me disse: "Pô, baixou o maior 'Saco de São Francisco' e eu larguei aquela, sem maldade, só pra ele ir se catar". kkkkk
Era exatamente o que eu dissera à Adriana.
Quando teve um esgotamento emocional intenso em razão do excesso de trabalho, nos falamos e eu disse a ele que não era depressão, mas esgotamento. Conversamos muito sobre sua agenda. Fiz umas sugestões de corte que privilegiasse a família.
Para ele e o Chico Otávio, do O Globo, contei as coisas mais íntimas do Dossiê Cayman no que concernia ao Lula e a mim.
Nunca ficamos sem nos falar nas horas mais graves de nossas vidas.
Sempre orei com ele e o abençoei, mesmo quando ele dizia que era ateu.rsrsrsrsrs Depois parou de falar em ateísmo comigo. Aliás, queria que eu o casasse. Fora visitado por esse desejo.
Acabou que eu não pude...
Nunca dei a mínima para a não crença dele. Eu dizia que ele era crente, perto da minha descrenca religiosa. Ele ria muito.
Eu sabia que ele era de Deus, do bem.
Tá com Jesus!
Caio Fábio
11 de fevereiro de 2019
Para a Doce Veruska
De alguém que amou o Doce Ricardo, com toda sincera picardia."


Para acessar a postagem original, clique aqui.

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